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    Os Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Nova Zelândia e Austrália divulgaram nesta segunda-feira (22) uma declaração conjunta pedindo à China que pare com as "práticas repressivas" na província de Xinjiang.

    A China é acusada realizar graves violações de direitos humanos como prisões arbitrárias, tortura e trabalho forçado, contra uigures e pessoas de outros grupos minoritários na província de Xinjiang. Em janeiro, o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, afirmou que acredita que o tratamento dado pela China aos uigures equivale a genocídio.

    "Estamos unidos no pedido para que a China ponha fim às suas práticas repressivas contra os muçulmanos uigures e membros de outros grupos étnicos e religiosos minoritários em Xinjiang, e que liberte os detidos arbitrariamente", diz o comunicado conjunto divulgado pelo Departamento de Estado dos norte-americano.

    As acusações de genocídio da administração norte-americana seriam justificadas por estudos que sugerem que a "intenção de prevenir nascimentos" dentro de um determinado grupo racial e "ter campos de punição" em Xinjiang se enquadram na Resolução 260 da Organização das Nações Unidas (ONU), geralmente conhecida como convenção do genocídio.

    Delegação chinesa liderada por Yang Jiechi (centro) e Wang Yi (segundo à esquerda) durante reunião com homólogos norte-americanos em Anchorage, Alasca, 18 de março de 2021
    © REUTERS / Frederic J. Brown
    Delegação chinesa liderada por Yang Jiechi (centro) e Wang Yi (segundo à esquerda) durante reunião com homólogos norte-americanos em Anchorage, Alasca, 18 de março de 2021

    No entanto, os tribunais internacionais e a ONU ainda não declararam que as condições em Xinjiang caracterizam genocídio.

    O ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, por sua vez, rechaçou as críticas dos países ocidentais, descrevendo as alegações de genocídio como "mentiras descaradas". 

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    Tags:
    acusações, direitos humanos, Canadá, Reino Unido, EUA, Xinjiang, China
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