20:36 14 Maio 2021
Ouvir Rádio
    Ásia e Oceania
    URL curta
    0 20
    Nos siga no

    As forças de segurança de Mianmar aumentaram drasticamente a repressão aos protestos contra o golpe do mês passado, matando pelo menos 33 manifestantes nesta quarta-feira (3) em várias cidades.

    As informações foram obtidas através de relatos nas redes sociais e notícias locais compiladas por um analista de dados, segundo matéria publicada pela AP.

    Esse é o maior número de mortes diárias desde a tomada de controle do país em 1º de fevereiro, ultrapassando as 18 que o Escritório de Direitos Humanos da ONU disse terem sido mortas no domingo (28), e pode influenciar a comunidade internacional, que tem respondido irregularmente até agora à violência.

    Manifestantes seguram munição letal usada por forças de segurança durante protesto em Mianmar.
    © REUTERS / Stringer
    Manifestantes seguram munição letal usada por forças de segurança durante protesto em Mianmar.

    Vídeos desta quarta-feira (3) também mostraram forças de segurança disparando estilingues contra manifestantes, perseguindo-os e até espancando brutalmente uma equipe médica de uma ambulância.

    O número pode ser ainda maior. A Voz Democrática da Birmânia, um serviço de notícias on-line e de televisão independente, registrou 38 mortes.

    Manifestantes têm regularmente ido em massa para as ruas de cidades em todo o país, desde que os militares tomaram o poder e depuseram o governo eleito da líder Aung San Suu Kyi. Seu número permaneceu alto, mesmo com as forças de segurança disparando repetidamente gás lacrimogêneo, balas de borracha e tiros reais para dispersar a multidão, além de realizar prisões em massa de manifestantes.

    Mais:

    Embaixador de Mianmar na ONU é demitido após defender manifestantes em discurso, diz TV estatal
    Dia mais sangrento de protestos contra golpe em Mianmar termina com ao menos 18 mortos (FOTOS)
    EUA adotarão novas medidas contra Mianmar
    Tags:
    militares, golpe de Estado, manifestação, crise, Mianmar
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar