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    Pandemia de COVID-19 no mundo no início de março de 2021 (94)
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    Em fevereiro, o Novo Banco de Desenvolvimento do BRICS anunciou o financiamento de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,6 bilhões) em apoio às ações do governo brasileiro no combate à COVID-19.

    A diretoria do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB, na sigla em inglês) do BRICS, grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, concordou em conceder um empréstimo de 7 bilhões de yuans (aproximadamente R$ 6,1 bilhões) para a recuperação da economia chinesa, muito afetada pela pandemia do novo coronavírus.

    "[O empréstimo] visa apoiar as prioridades da China para os esforços de recuperação econômica em resposta à COVID-19, incluindo (i) apoiar a restauração das atividades de produção em setores-chave afetados adversamente pela pandemia de COVID-19; e (ii) apoiar as medidas para reforçar e sustentar as conquistas da recuperação econômica inicial", lê-se no comunicado do NDB.

    O financiamento vai contribuir também para a recuperação industrial e criação de empregos no país e para o desenvolvimento sustentável de longo prazo da economia chinesa, garante o NDB.

    Presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, conhecido como Banco do BRICS, Marcos Troyjo, discursa durante encontro promovido pela presidência da Rússia do bloco, 16 de novembro de 2020
    © Foto / VEB.RF
    Presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, conhecido como Banco do BRICS, Marcos Troyjo, discursa durante encontro promovido pela presidência da Rússia do bloco, 16 de novembro de 2020

    Este é o segundo empréstimo emergencial concedido à China pelo banco dos BRICS. Em 2020, o NDB tinha destinado outra remessa de 7 bilhões de yuans ao país asiático para ajudá-lo a superar as consequências da pandemia. O órgão explica que o financiamento será implementado por meio do Banco de Exportação e Importação da China (EximBank) e o Banco de Desenvolvimento Agrícola da China (ADBC, na sigla em inglês).

    "Os dois bancos fornecerão financiamento para projetos nos setores diretamente atingidos pela pandemia do SARS-CoV-2, como comércio, logística, agricultura, saúde, setores de infraestrutura de mão de obra intensiva, bem como infraestrutura inovadora e de alta tecnologia promovida por governo chinês para sustentar a recuperação e apoiar o desenvolvimento sustentável", explica o NDB.

    Em 9 de fevereiro, o NDB anunciou o financiamento de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,6 bilhões) em apoio às ações do governo brasileiro no combate à COVID-19. A iniciativa faz parte de um programa de US$ 10 bilhões (R$ 56,4 bilhões) da instituição para a luta contra a pandemia do novo coronavírus. O Brasil vai receber ao todo US$ 2 bilhões (R$ 11,2 bilhões).

    O grupo BRICS tomou a decisão de criar o NDB em sua cúpula em Durban, na África do Sul, em 2013. Em 2014, na cúpula realizada em Fortaleza, Brasil, foi assinado o acordo de criação do banco, que começou a funcionar em 2015 com a reunião inaugural de sua diretoria em Moscou, Rússia.

    A principal tarefa do banco é financiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável nos países do grupo e em países não industrializados.

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    Pandemia de COVID-19 no mundo no início de março de 2021 (94)

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    Tags:
    novo coronavírus, COVID-19, Brasil, Novo Banco de Desenvolvimento, Banco dos BRICS, BRICS, China
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