16:27 18 Junho 2021
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    As autoridades japonesas fizeram soar o alarme após o nível de água de resfriamento em dois reatores destruídos da usina nuclear de Fukushima terem começado a descer, em seguimento de um poderoso terremoto de magnitude 7,3 na semana passada.

    O nível da água caiu 70 centímetros na Unidade 1 da usina e 30 centímetros na Unidade 3. O terremoto deixou cerca de 180 pessoas feridas, contribuindo também para interrupção do fornecimento de eletricidade e água, bem como danificando estradas e habitações.

    O porta-voz da Tokyo Electric Power Co. (TEPCO), Keisuke Matsuo, avisou sobre possíveis danos adicionais à usina nuclear que poderiam, por sua vez, colocar em risco décadas do processo de descomissionamento.

    Desde sábado passado (13), a água adicional utilizada para arrefecer o combustível nuclear derretido tem sido utilizada como nunca antes. A TEPCO afirmou que continuaria monitorando tanto a água como as temperaturas na usina nos próximos dias e semanas. Contudo, os estragos não parecem terminar.

    Rochas caídas bloqueando a rodovia Joban Expressway em Soma, prefeitura de Fukushima, após o forte terremoto
    © REUTERS / Kyodo
    Rochas caídas bloqueando a rodovia Joban Expressway em Soma, prefeitura de Fukushima, após o forte terremoto
    O depósito de 1,37 milhão de litros para água contaminada de Fukushima não terá mais espaço disponível no próximo verão (no Hemisfério Norte). Deste modo, a possibilidade controversa de vazar tamanho conteúdo tóxico no mar ainda não está fora de questão.

    Este terremoto atingiu a área poucas semanas antes do décimo aniversário do terremoto de Tohoku e do desastre do tsunami, catástrofes que coletaram cerca de 15.899 vidas e feriram pelo menos 6.157 cidadãos. Adicionalmente, tais acontecimentos contribuíram para um derretimento nuclear e causaram danos estimados em cerca de US$ 360 bilhões (aproximadamente R$ 1,9 trilhão).

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    Tags:
    água, terremoto, Usina Nuclear de Fukushima, Fukushima, Japão
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