00:00 14 Abril 2021
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    O Conselho de Segurança da ONU expressou nesta quinta-feira (4) "profunda preocupação" com o golpe militar em Mianmar nesta semana, e pediu a "libertação de todos os detidos", segundo fontes diplomáticas.

    Mas a declaração, redigida pelo Reino Unido, não condena mais o golpe, conforme previsto em um primeiro esboço durante uma reunião de emergência na terça-feira (2). China e Rússia se opuseram a essa formulação, de acordo com diplomatas.

    China e Rússia — que têm poder de veto e são os principais apoiadores de Mianmar na ONU — pediram mais tempo para refinar a resposta do conselho, de acordo com informações publicadas pela AFP.

    Soldado do Exército de Mianmar na frente da sede da prefeitura de Yangon, Mianmar, 1º de fevereiro de 2021
    © REUTERS / Stringer
    Soldado do Exército de Mianmar na frente da sede da prefeitura de Yangon, Mianmar, 1º de fevereiro de 2021

    A última declaração também apoia o retorno ao diálogo e ao processo democrático em Mianmar, onde o exército deteve líderes civis, incluindo ex-chefe de Governo de fato, Aung San Suu Kyi.

    "É melhor um texto com menos do que nenhum texto", disse um diplomata, lembrando que as negociações com a China têm sido difíceis desde terça-feira (2).

    A liderança comunista da China adotou uma abordagem suave ao golpe. Pequim pediu que todos os partidos em Mianmar "resolvam suas diferenças", e a agência de notícias oficial Xinhua na segunda-feira (1º) descreveu o golpe como uma "grande remodelação do gabinete".

    Mianmar é uma peça vital da enorme iniciativa de infraestrutura da China, a Nova Rota da Seda.

    Os militares de Mianmar justificaram sua tomada do poder alegando fraude generalizada nas eleições realizadas há três meses, em que o partido NLD, de Suu Kyi, venceu de forma esmagadora. Eles então impuseram estado de emergência por um ano no país e afirmaram que então seriam realizadas novas eleições.

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    Tags:
    relações internacionais, crise, golpe militar, Mianmar, Nações Unidas, ONU
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