04:40 04 Março 2021
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    Lai Xiaomin, ex-presidente da China Huarong Asset Management Co., foi executado nesta sexta-feira (29) depois de ser acusado do maior crime de corrupção, refletindo a atitude punitiva da China perante crimes desta natureza.

    Em 5 de janeiro de 2020, Lai foi sentenciado à morte pelo Tribunal Popular Intermediário Secundário de Tianjin sob acusações de aceitar enormes subornos e bigamia, tendo assim todos seus direitos políticos rescindidos e seus bens confiscados, informa o Global Times.

    O Tribunal Popular Superior de Tianjin manteve sua decisão de pena de morte, rejeitando o recurso do acusado, acabando o primeiro por reportar ao Supremo Tribunal Popular da China para verificação e aprovação da sentença.

    Após a revisão, o Supremo Tribunal Popular da China declarou que Lai, um funcionário público, se aproveitou de seu dever e posição para obter benefícios ilegais.

    Bandeira da China em Xangai, distrito financeiro
    Bandeira da China em Xangai, distrito financeiro
    O acusado aceitou ou solicitou, diretamente ou por meio de terceiros, dinheiro e ativos no valor de quase 1,79 bilhão de yuans (aproximadamente R$ 1,5 bilhão). Lai também foi acusado de se ter aproveitado de sua posição para desviar mais de 25,13 milhões de yuans (cerca de R$ 21,4 milhões) de fundos públicos.

    Adicionalmente, enquanto mantinha seu casamento, Lai coabitou com outra mulher, com a qual teve filhos, acrescentou o tribunal.

    Para o juiz do caso, o grande volume de subornos, totalizando quase 1,79 bilhão de yuans (aproximadamente R$ 1,5 bilhão), conspirações criminosas graves, ter causado um imenso impacto social negativo, bem como as grandes perdas para o país e para o povo chinês, são os quatro principais fatores que resultaram na sentença de morte de Lai.

    "O valor de propinas foi o mais elevado desde a fundação da República Popular da China em 1949", segundo o juiz, citado pela mídia chinesa.

    A aceitação de subornos por Lai durou entre 2008 e 2018, com o número de crimes por suborno atingindo 22, variando desde arrecadação de fundos e projetos de contratação até obtenção de promoções e transferências de cargos, informou o juiz.

    No final, mesmo que Lai tenha desempenhado um "serviço meritório significativo", levando em consideração todos os crimes acima referidos, seu "serviço" não é suficiente para uma punição branda, disse o juiz, citado pelo Global Times.

    Deste modo, Lai viu sua vida chegar ao fim em 29 de janeiro deste ano.

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    Tags:
    sentença de morte, crime, corrupção, lei, China
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