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    Mundo vs. COVID-19 no final de janeiro de 2021 (110)
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    O teste que identifica a presença do coronavírus através da inserção de cotonete nas narinas ou na garganta, conhecido como RT-PCR, estaria sendo realizando com amostras colhidas pela região anal na China.

    A China estaria fazendo uso de cotonetes anais para testar pessoas desde o ano passado, segundo relatório da Newsweek. Mais de um milhão de habitantes em Pequim já teria sido testado dessa forma. Porém, o método é reservado para residentes em locais com elevada taxa de COVID-19 no país, como por exemplo, uma unidade instalada em um centro de transporte de Xangai para realizar esse tipo de testagem, segundo divulgou a emissora chinesa CCTV citada pela Newsweek.

    As diretrizes publicadas pela Comissão Nacional de Saúde da China estipulam que os cotonetes anais devem ser administrados de três a cinco centímetros dentro do reto, antes de serem girados e removidos para serem posteriormente armazenados em um recipiente de amostra.

    Li Tongzeng, vice-diretor encarregado de doenças infecciosas no Hospital You'an de Pequim, disse que os estudos mostraram que o SARS-CoV-2 sobrevive mais no ânus ou em excrementos do que na parte superior do corpo, como a garganta e o nariz, podendo gerar resultados negativos falsos.

    "Claro, os esfregaços anais não são tão convenientes quanto os esfregaços da garganta, por isso só estão sendo usados ​​em indivíduos em áreas importantes de quarentena. Isso reduzirá o retorno de falsos positivos", disse Li em entrevista à CCTV.

    O vice-diretor acrescentou que, em alguns casos assintomáticos ou em indivíduos com sintomas leves, são grandes as chances de o vírus não ser observado na garganta ou no nariz "depois de três a cinco dias". 

    Muitas pessoas consideram o teste nasal bastante desconfortável pela profundidade que o swab (cotonete) tem que ir dentro da narina para colher a região da mucosa que abriga o vírus, mas, talvez, o método chinês seja ainda mais incômodo.

    Mesmo assim, existem dúvidas sobre sua eficácia e há controvérsias entre os especialistas.

    Para Yang Zhanqiu, vice-diretor do Departamento de Biologia de Patógenos da Universidade de Wuhan (China), uma vez que o vírus provou ser contraído pelo trato respiratório superior, e não pelo sistema digestivo, os testes mais eficientes ainda são os esfregaços nasais e da garganta, segundo o Global Times.

    "Houve casos relacionados ao teste de coronavírus positivo nos excrementos de um paciente, mas nenhuma evidência sugere que ele tenha sido transmitido através do sistema digestivo", acrescentou Yang, citado pela mídia. 

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    Mundo vs. COVID-19 no final de janeiro de 2021 (110)

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    COVID-19, China, testes
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