10:42 05 Março 2021
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    Coronavírus no mundo em meados de janeiro de 2021 (81)
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    Neste sábado (16), o primeiro-ministro indiano Narendra Modi lançou oficialmente uma campanha de vacinação em massa no país, definida pelo próprio governo como a maior campanha de vacinação contra a COVID-19 do planeta.

    Apresentando um vídeo ao vivo publicado em suas redes sociais, Modi elogiou os cientistas indianos e os profissionais de saúde da Índia pelo desenvolvimento de vacinas domésticas em tempo recorde. Em um comunicado de imprensa publicado pelo governo indiano, o gabinete do premiê definiu a campanha de vacinação como a maior do mundo. 

    "Geralmente leva muitos anos para desenvolver uma vacina, mas em tão pouco tempo [no programa Made in India] não uma, mas duas vacinas estão prontas", disse Modi em seu discurso.

    O primeiro-ministro indiano expôs os detalhes da estratégia de vacinação, dizendo que todos os profissionais de saúde serão priorizados no recebimento da vacina. Em seguida, os trabalhadores essenciais serão vacinados. O próprio premiê Narendra Modi ainda não foi vacinado devido ao esquema de prioridade para profissionais de saúde.

    Em Hyderabad, na Índia, em meio à preparação para a campanha de imunização no país asiático, profissionais de saúde desembarcam caixas com a vacina contra a COVID-19, em 12 de janeiro de 2021
    © AP Photo / Mahesh Kumar A
    Em Hyderabad, na Índia, em meio à preparação para a campanha de imunização no país asiático, profissionais de saúde desembarcam caixas com a vacina contra a COVID-19, em 12 de janeiro de 2021

    O país aprovou o uso emergencial de duas vacinas, a Covishield, desenvolvida pela AstraZeneca/Universidade de Oxford e produzida pelo Instituto Serum da Índia, e a Covaxin, desenvolvida pela empresa indiana de biotecnologia Bharat Biotech. A Índia também tem um acordo de produção de 100 milhões de doses da vacina russa Sputnik V.

    Cerca de três mil pontos de vacinação já foram abertos no país. A expectativa é de chegar a cerca de cinco mil postos de vacinação em funcionamento até o final de janeiro e 12 mil até março.

    De acordo com o ministro da Saúde indiano, Harsh Vardhan, a Índia planeja vacinar 300 milhões de pessoas durante sua primeira fase, incluindo equipes médicas da linha de frente de combate à pandemia, pessoas com mais de 50 anos de idade e pessoas com comorbidades.

    Em Nova Deli, capital da Índia, um profissional de saúde é vacinado contra a COVID-19 em meio ao início da campanha de vacinação no país asiático, em 16 de janeiro de 2021
    © AP Photo / Manish Swarup
    Em Nova Deli, capital da Índia, um profissional de saúde é vacinado contra a COVID-19 em meio ao início da campanha de vacinação no país asiático, em 16 de janeiro de 2021

    O início da vacinação, destinada a profissionais de saúde e trabalhadores essenciais, deve abranger cerca de 30 milhões de pessoas. A segunda onda de imunização, deve inocular o imunizante em pessoas com mais de 50 anos e com comorbidades e pode cobrir cerca de 270 milhões de indianos. A Índia tem cerca de 1,3 bilhão de habitantes.

    Neste sábado (16), o governo da capital indiana Nova Deli, divulgou que houve 52 casos de reações adversas à vacina entre os 4.319 profissionais de saúde que receberam o imunizante contra a COVID-19 durante o primeiro dia de vacinação na cidade. Segundo o governo local, foram 51 casos de reações leves e um grave.

    A Índia está em segundo lugar no mundo em número de infectados pelo novo coronavírus. De acordo com os dados da Universidade Johns Hopkins, há cerca de 10,5 milhões de casos de COVID-19 no país e mais de 152 mil pessoas mortes causadas pela doença.

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    Tags:
    COVID-19, Narendra Modi, Índia
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