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    As relações entre Coreia do Norte e do Sul estão à beira de uma catástrofe, as perspectivas de unificação são agora mais fracas, disse o líder norte-coreano Kim Jong-un no congresso do partido governista nesta quinta-feira (7).

    Na quinta-feira (7), Kim continuou seu pronunciamento no 8º Congresso do Partido dos Trabalhadores da Coreia, evento que entrou no quarto dia.

    Segundo a Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA, na sigla em inglês), o presidente apontou em seu relatório que as relações entre as duas Coreias estão em uma situação de impasse. Os dois países devem regularizar o atual estado de coisas e avançar em direção à paz e unificação, caso contrário, o confronto se intensificará e as relações vão congelar, com os lados experienciando "a dor da divisão" em uma atmosfera de "ameaça de guerra", informou a agência.

    "Não é exagero dizer que as relações Norte-Sul agora voltaram ao estado anterior à Declaração de Panmunjom [adotada em 2018 para começar uma nova era de paz, após a Guerra da Coreia], o sonho de unificação está agora ainda mais distante", disse o líder norte-coreano.

    Segundo Pyongyang, Seul continua suas atividades e retórica hostis contra a Coreia do Norte, o que torna as relações futuras entre os países "nebulosas". Ao mesmo tempo, o problema não pode ser resolvido no nível das pessoas comuns, e "não vai desaparecer por si só" com o tempo.

    "Se [a Coreia do Sul] realmente quer a paz e a unificação e está preocupada com o futuro e o destino da nação e das gerações futuras, ela não deveria apenas olhar para esta situação séria, deveria tomar medidas ativas para resolver e melhorar as atuais relações intercoreanas, que estão à beira do desastre", adicionou.

    Encontro do presidente sul-coreano, Moon Jae-in, com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong un, em Pyongyang, em 19 de setembro de 2018
    © AP Photo
    Encontro do presidente sul-coreano, Moon Jae-in, com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong un, em Pyongyang, em 19 de setembro de 2018

    A Coreia do Norte espera que o Sul demonstre "sinceridade" nas relações, o que inclui a cessação dos exercícios militares conjuntos com os Estados Unidos e de ações hostis, bem como a implementação de todos os acordos intercoreanos, afirmou Kim Jong-un.

    Resposta da Coreia do Sul

    Por sua vez, o Ministério da Unificação sul-coreano, em resposta às palavras de Kim Jong-un, confirmou seu compromisso de manter os acordos intercoreanos.

    "O governo sul-coreano permanece consistente na busca da desnuclearização, estabelecimento da paz na península da Coreia e melhoria das relações intercoreanas. Nossa vontade de implementar os acordos intercoreanos é tão firme quanto tem sido afirmado muitas vezes, e esperamos criar um novo ponto de partida para a paz e prosperidade na península em um futuro próximo, baseado na confiança e respeito mútuos", afirmou o representante do ministério, segundo o site oficial.

    O representante também adicionou que a mudança de administração nos Estados Unidos é uma "grande oportunidade" para melhorar as relações entre os EUA e a Coreia do Norte, e que a Coreia do Sul está esperando o reinício do diálogo.

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    Tags:
    guerra da coreia, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Kim Jong-un
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