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    Kim Jong-un chamou os Estados Unidos de "maior inimigo", ameaçou aumentar o poderio militar da Coreia do Norte e disse, nesta sexta-feira (8), que a política hostil de Washington em relação ao país asiático não muda, independentemente de quem ocupa a Casa Branca.

    Falando em um raro congresso do partido em Pyongyang, Kim disse que é fundamental para as relações entre Coreia do Norte e EUA que o presidente norte-americano deixe a política de hostilidade em relação ao país asiático.

    "Nossas atividades políticas estrangeiras devem ser focadas e redirecionadas para subjugar os EUA, nosso maior inimigo e principal obstáculo ao nosso desenvolvimento inovador", disse Kim na sexta-feira, de acordo com a Reuters.

    O líder norte-coreano disse ainda que pretende reafirmar os laços com "forças independentes anti-imperialistas".

    "Não importa quem está no poder nos Estados Unidos, a verdadeira natureza dos Estados Unidos e suas políticas fundamentais em relação à Coreia do Norte nunca mudam", disse Kim.

    Durante as declarações, Kim Jong-un ameaçou expandir o arsenal nuclear da Coreia do Norte, mas afirmou que não usará seu poderio a menos que as "forças hostis" pretendam usar suas armas primeiro.

    No entanto, afirmou que a Coreia do Norte deve fortalecer ainda mais sua capacidade militar e nuclear à medida que aumenta o perigo de uma invasão dos Estados Unidos ao país.

    "Nada seria mais tolo e perigoso do que não fortalecer nosso poder incansavelmente e ter uma atitude fácil em um momento em que vemos claramente que as armas de última geração do inimigo estão sendo aumentadas mais do que nunca. A realidade é que podemos alcançar a paz e a prosperidade na Península Coreana à medida que constantemente construímos nossa defesa nacional e suprimimos as ameaças militares dos EUA", disse Kim, segundo a AP.
    Presidente dos EUA Donald Trump e líder norte-coreano Kim Jong-un durante encontro na zona demilitarizada, 30 de junho de 2019
    © AP Photo / Susan Walsh
    Presidente dos EUA Donald Trump e líder norte-coreano Kim Jong-un durante encontro na zona demilitarizada, 30 de junho de 2019

    Não houve comentários dos Estados Unidos em resposta às declarações de Kim Jong-un. Um porta-voz da campanha de Biden não quis comentar o assunto.

    Joe Biden, que tomará posse nos Estados Unidos em 20 de janeiro, chamou Kim de "bandido" durante a campanha eleitoral, e em 2019 a Coreia do Norte chamou Biden de "cão raivoso" que precisava ser "espancado até a morte com uma vara".

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    Tags:
    pronunciamento, força militar, arma nuclear, diplomacia, Estados Unidos, Joe Biden, Kim Jong-un, Coreia do Norte
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