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    Mundo enfrenta coronavírus no final de dezembro (111)
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    Questionado sobre se Rodrigo Duterte havia sido imunizado, o chefe de segurança do presidente filipino afirmou que Duterte ainda estava esperando "pela vacina perfeita ou apropriada".

    Membros do Grupo de Segurança Presidencial (PSG, na sigla em inglês) de Rodrigo Duterte, presidente das Filipinas, foram as primeiras pessoas do país a serem vacinadas contra a COVID-19, com um imunizante fabricado na China, afirmaram autoridades locais nesta segunda-feira (28) ouvidas pela agência AFP, apesar de nenhuma vacina ter obtido aprovação da agência reguladora.

    "O PSG administrou a vacina [contra a] COVID-19 ao seu pessoal que executava operações de segurança próximas ao presidente", garantiu o chefe da unidade, brigadeiro-general Jesus Durante em um comunicado reproduzido pela mídia, sem especificar quantos receberam o imunizante.

    Questionado sobre se Duterte havia sido imunizado, Durante disse que o presidente filipino ainda estava esperando "pela vacina perfeita ou apropriada".

    Presidente filipino Rodrigo Duterte fala à população sobre a COVID-19
    © AP Photo / Karl Norman Alonzo / Divisão de Fotógrafos Presidenciais de Malacanang
    Presidente filipino Rodrigo Duterte fala à população sobre a COVID-19

    Confiança nas vacinas da China e da Rússia

    O porta-voz presidencial Harry Roque afirmou que a droga dada aos soldados foi a Sinopharm, desenvolvida pelos chineses. Roque não explicou como o medicamento foi obtido ou o número de doses recebidas. A embaixada chinesa em Manila não se pronunciou.

    Duterte já havia expressado confiança nas vacinas feitas pela China e pela Rússia, chegando a se oferecer como cobaia para a primeira injeção da vacina russa Sputnik V.

    Roque minimizou as preocupações com a segurança do medicamento Sinopharm, ressaltando que o objetivo era enviar uma mensagem de esperança aos filipinos. "Se não podemos receber vacinas do Ocidente, a China, nossa amiga e vizinha, está disposta a nos dar vacinas […]. Não é proibido por lei ser inoculado com uma [vacina] não registrada. O que é ilegal é a distribuição e venda", comentou Roque.

    Em Pequim, uma caixa de uma vacina contra a COVID-19 da farmacêutica chinesa Sinopharm é exibida durante uma feira internacional, em 5 de setembro de 2020
    © AP Photo / Mark Schiefelbein
    Em Pequim, uma caixa de uma vacina contra a COVID-19 da farmacêutica chinesa Sinopharm é exibida durante uma feira internacional, em 5 de setembro de 2020

    Filipinas negociam outras vacinas

    As Filipinas estão em negociações com várias empresas farmacêuticas, incluindo a britânica AstraZeneca, a norte-americana Pfizer e a chinesa Sinopharm, para garantir 60 milhões de doses para uma campanha de vacinação a partir do segundo trimestre de 2021. Nenhuma vacina foi ainda aprovada pela agência reguladora do país, o que é necessário antes que possa ser implantada em todo o país de 110 milhões de habitantes.

    Até agora, as Filipinas assinaram um acordo com a AstraZeneca para 2,6 milhões de doses e espera garantir outros 30 milhões da empresa usando financiamento público e privado. Já a Pfizer solicitou autorização de uso de emergência para sua vacina no país. A China, por sua vez, tem quatro vacinas, incluindo Sinopharm, nos estágios finais de desenvolvimento.

    A agência reguladora das Filipinas divulgou uma declaração nesta segunda-feira (23) alertando contra o uso de vacinas não autorizadas, observando que "não havia garantia sobre a segurança, qualidade e eficácia" de um medicamento que não passou por avaliação técnica do regulador local.

    As Filipinas registram 9.109 óbitos provocados pela COVID-19 e 469.886 casos da doença desde o princípio da pandemia do novo coronavírus.

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    China, Filipinas, vacina, Rodrigo Duterte, novo coronavírus, COVID-19
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