23:24 15 Janeiro 2021
Ouvir Rádio
    Ásia e Oceania
    URL curta
    13582
    Nos siga no

    A China pode tomar o lugar dos EUA como maior economia mundial até 2028, segundo as previsões de um relatório do think tank britânico Centro de Pesquisa Econômica e de Negócios (CERB, na sigla em inglês).

    O relatório foi publicado em meio a tensões entre Pequim e Washington, que se têm arrastado desde 2018, quando Donald Trump anunciou 25% de tarifas sobre produtos chineses importados no valor de US$ 250 bilhões (cerca de R$ 1,3 trilhão).

    O CEBR notou que as tensões econômicas e o exercício de "soft power" entre Washington e Pequim têm sido "um tema recorrente da economia global por algum tempo".

    "A pandemia da COVID-19 e a correspondente crise econômica têm certamente jogado a favor da China nesta rivalidade", aponta o relatório, denotando o "monitoramento eficaz da pandemia" por Pequim que contribuiu para o sucesso econômico do país.

    Douglas McWilliams, vice-presidente do CEBR, afirmou que o rápido crescimento da economia chinesa foi uma "grande surpresa" nas previsões do think tank.

    Na verdade, o CERB prevê que a China "se torne uma economia de alto rendimento durante este período de cinco anos (2020-25). E esperamos que ultrapasse os EUA cinco anos mais cedo" do que previram no ano passado.

    Relações econômicas EUA–China

    O relatório produzido pelo centro de debates britânico chega ao público ao mesmo tempo que o presidente eleito, Joe Biden, promete que sua administração terá uma posição comercial (e não só) mais assertiva com a China.

    Adicionalmente, Biden prometeu que não levantaria os 25% de tarifas sobre produtos importados à China, implementados pelo presidente republicano Donald Trump.

    Por outro lado, o ministro das Relações Externas da China, Wang Yi, voltou a afirmar que Pequim está pronta para manter diálogo com Washington no que toca a assuntos estratégicos para os dois países.

    No entanto, Williams conclui que os políticos ocidentais "devem prestar muito mais atenção ao que se está passando na Ásia do que apenas se limitarem a olhar uns para os outros".

    Mais:

    Hunter Biden continua detendo 10% das ações de companhia estatal chinesa, segundo mídia
    São Paulo deve divulgar dados de eficácia da CoronaVac até 7 de janeiro, diz site
    Espanha confirma 4 casos de infectados por nova variante do SARS-CoV-2
    Tags:
    tensões, economia mundial, COVID-19, Estados Unidos, China
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar