11:44 13 Abril 2021
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    Coronavírus no mundo em meados de dezembro (87)
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    Um dos principais hospitais indianos expressou preocupações sobre casos crescentes de infecção por fungo "mortal" em pacientes recuperados do coronavírus ou assintomáticos.

    Uma das instituições designadas para tratar pacientes com COVID-19, o Sir Ganga Ram Hospital, situado em Nova Deli, alertou as autoridades indianas sobre o risco de infecção com um fungo perigoso de pacientes assintomáticos ou recuperados da COVID-19. No momento, Nova Deli é uma das regiões indianas com o maior número de casos.

    Segundo o relatório do hospital, nos últimos 15 dias já foram registrados 10 casos de mucormicose desencadeada pela COVID-19, com mais de 50% dos pacientes sofrendo perda de visão e a remoção de seu nariz e osso da mandíbula.

    Sendo uma rara infecção por um grupo de fungos chamados mucormycetes, que podem entrar no corpo humano através do ar (via esporas de fungo) ou da pele por causa de feridas na pele, a mucormicose afeta principalmente pessoas com níveis de imunidade comparativamente baixos.

    "A mortalidade está sendo observada atualmente na ordem de 50% (cinco pacientes) com morte certa quando há envolvimento do cérebro", anunciou o relatório do hospital na segunda-feira (14).

    Dr. Munish Munjal, um especialista de otorrinolaringologia (ORL) do hospital, disse que a "doença alarmante" não é nova, "o que é novo é que a COVID está desencadeando mucormicose".

    "A frequência com que estamos testemunhando a ocorrência de mucormicose desencadeada pela COVID-19 com alta morbidade e mortalidade nunca foi vista antes e isto é chocante e alarmante", adicionou.

    Em um dos casos recentes de mucormicose provocada pela COVID-19, um empresário de 32 anos de idade de Nova Deli acabou facialmente "desfigurado" depois de ter contraído o fungo após sua recuperação do coronavírus.

    As autoridades do hospital detalharam que o homem desenvolveu uma "obstrução do nariz" no lado esquerdo, bem como olhos inchados, apenas dois dias depois de ter se recuperado da COVID-19. As amostras dele demonstraram altos níveis do fungo.

    O paciente foi submetido a tratamento com medicamentos antifúngicos e suporte vital em cuidados críticos e agora ele ainda está no hospital.

    Dr. Shastri, vice-presidente de cuidados críticos do Sir Ganga Ram Hospital, afirma que "é uma tarefa hercúlea recuperar a competência imunológica de um paciente enfraquecido pela COVID-19".

    Entretanto, na segunda-feira (14) a Índia registrou no total 352.000 casos ativos da COVID, o mais baixo em 149 dias. O país é o segundo no mundo com maior número de casos do vírus confirmados, reportando cerca de 9,8 milhões de infecções com 143.000 óbitos, segundo dados da Universidade Johns Hopkins.

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    fungos, COVID-19, Índia
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