15:55 23 Junho 2021
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    Planos de Pequim evolvem o primeiro satélite da China que vai utilizar a tecnologia de radar de abertura sintética (SAR). Lançamento está previsto para 2022.

    A China está planejando lançar um satélite para monitorar as rotas marítimas do Ártico, dizem seus desenvolvedores, enquanto Pequim continua a aumentar seus interesses na região polar.

    De acordo com informações do South China Morning Post, a sonda será usada para observar mudanças no gelo do mar, um indicador chave do aquecimento global e um contribuinte para a poluição do ar na China.

    Lançamento do foguete Long March-3III com satélite chinês Beidou (foto de arquivo)
    © AP Photo / Xinhua/Qian Xian'an
    Lançamento do foguete Long March-3III com satélite chinês Beidou (foto de arquivo)
    "O satélite tem capacidade de observação global, mas se concentrará nas mudanças no gelo marinho do Ártico", disse Cheng Xiao, reitor da escola de engenharia e ciência geoespacial da Universidade Sun Yat-sen, com sede em Guangzhou, que está desenvolvendo a sonda.

    O satélite seria colocado em uma órbita sincronizada com o sol a uma altitude de 720 km, permitindo fornecer imagens de alta qualidade das rotas marítimas e das condições do gelo do mar Ártico em tempo quase real.

    As imagens coletadas serão disponibilizadas para a comunidade de pesquisa internacional, disse Cheng, que também lidera a primeira rede de constelações de satélites de observação polar da China, que visa reduzir a dependência do país em dados coletados por nações ocidentais.

    "Comparado com satélites semelhantes, ele é capaz de revisitar a maior parte do Ártico a cada dois dias e será capaz de observar com um nível de precisão e frequência superior aos satélites polares existentes", disse o pesquisador.

    Navio-tanque Christophe de Margerie
    © Sputnik / Aleksei Druzhinin
    Navio-tanque Christophe de Margerie
    A Rota Marítima do Norte é uma importante ligação entre o Oceano Atlântico e o Oceano Pacífico. Em maio deste ano, um navio de carga fez a rota para entregar gás natural liquefeito de uma planta em Yamal, na Rússia, para um terminal em Tangshan, no norte da China.

    Antes, a Rota Marítima do Norte era considerada inviável, sendo preciso muito tempo para a percorrer, mesmo com a ajuda de quebra-gelos. Porém, nos últimos 30 anos, devido às alterações climáticas, a situação mudou, com o gelo sendo reduzido gradualmente nesta região.

    A China é o maior investidor estrangeiro no desenvolvimento de gás natural liquefeito da Rússia na região. Os investidores chineses, a maioria empresas estatais, tornaram-se cada vez mais ativos no Ártico diante da política da "Rota da Seda Polar", que faz parte da iniciativa chinesa do Cinturão e da Rota da Seda, um dos principais planos do presidente Xi Jinping para impulsionar o comércio chinês na Ásia, África e Europa.

    A China estabeleceu um acordo de livre comércio com a Islândia em 2013, e está negociando um acordo semelhante com a Noruega.

    As empresas chinesas estão envolvidas em vários projetos de alto perfil na região ártica, incluindo um túnel ferroviário ligando a capital finlandesa de Helsinque à capital da Estônia, Tallinn.

    Calotas polares do Ártico vistas a partir do quebra-gelo chinês Xue Long
    © CC BY-SA 3.0 / Timo Palo / Teadlased jääl
    Calotas polares do Ártico vistas a partir do quebra-gelo chinês Xue Long

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    Tags:
    Aquecimento global, satélite, Rota Marítima do Norte, oceano Ártico, Ártico, Europa, China
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