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    Pandemia de COVID-19 no mundo no início de dezembro (93)
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    Reportagem de jornal estatal chinês afirma a que hipótese de que o novo coronavírus tenha chegado ao mercado de Huanan, em Wuhan, no ano passado através de importações não pode ser descartada.

    A importação de produtos congelados e, especificamente, carne congelada de países como Brasil, Canadá e Alemanha para o mercado de Huanan, em Wuhan, China, pode ser a real origem da pandemia de COVID-19, afirma o jornal Global Times.

    "A ideia nunca passou pela nossa cabeça antes. Mas agora parece plausível que o vírus possa ter sido importado para Wuhan através de produtos importados da cadeia de frio", afirma à mídia Yang Zhanqiu, vice-diretor do Departamento de Biologia de Patógenos da Universidade de Wuhan.

    Vírus viajou o mundo ainda em 2019

    O jornal recorda que durante 2020 estudos mostraram que o SARS-CoV-2 foi encontrado em vários países antes do paciente zero em Wuhan ter sido diagnosticado, em 17 de novembro de 2020.

    O novo coronavírus foi encontrado em águas residuais em Barcelona, Espanha, em março de 2019, revelou uma pesquisa recente. O vírus também foi encontrado circulando por Milão, Itália, em setembro. Em novembro, o SARS-CoV-2 estaria nos EUA, na França e no Brasil, mostram estudos desses respectivos países.

    Profissionais da saúde, atendem paciente infectado pela segunda onda do coronavirus (COVID-19) no Hospital San Filippo Neri, em Roma, na Itália.
    © Folhapress / Cecilia Fabiano
    Profissionais da saúde atendem paciente infectado pela segunda onda da COVID-19 no Hospital San Filippo Neri, em Roma, na Itália

    A China, inclusive, já afirmou que foram os militares dos EUA que levaram a COVID-19 para Wuhan, em outubro de 2019, durante os Jogos Militares Mundiais.

    Carne infectada

    Mas a nova teoria de como o vírus chegou ao país asiático parte da análise de casos recentes de alimentos importados com a presença do vírus, seja na embalagem, seja nos produtos.

    Nos últimos meses, a China afirma que detectou o SARS-CoV-2 em embalagens de carne importada do Brasil, Uruguai e Argentina.

    O jornal Global Times refere que o mercado de Huanan, em Wuhan, apontado como o local de origem do novo coronavírus, vendia marisco e carne do Brasil e Alemanha até 2019 e que antes vendeu também carne australiana, cerejas chilenas e mariscos equatorianos.

    Mercado de frutos do mar de Wuhan, China, onde várias pessoas foram infectadas pelo SARS-CoV-2, fechado em 21 de janeiro de 2020
    © AP Photo / Dake Kang
    Mercado de frutos do mar de Wuhan, China, fechado
    "A alfândega de Wuhan afirmou que, de janeiro a novembro de 2019, província de Hubei, que governa Wuhan, importou 470 milhões de yuans [aproximadamente R$ 367 milhões] 'produtos congelados', um aumento de 174,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior, que marcou o aumento mais rápido de todos os produtos importados", relata o jornal.

    A mídia destaca ainda que a venda de animais silvestres no mercado de Huanan, apontado por muitos como a origem do novo coronavírus, é reduzida, uma vez que realizada "em segredo", enquanto muitas lojas vendem produtos congelados importados.

    O jornal conclui com uma ressalva: "Embora possa ser muito cedo para tirar conclusões precipitadas, a possibilidade de o [novo] coronavírus ter passado dos produtos da cadeia de frio para Wuhan, ou mais especificamente, para o mercado de Huanan, onde a venda de produtos congelados já foi predominante, não pode ser descartada".

    Em novembro, o Global Times já havia levantando essa hipótese, afirmando que desde junho deste ano, pelo menos dez cidades chinesas encontraram embalagens de alimentos congelados importados contaminadas pelo novo coronavírus em zonas alfandegárias, como carne bovina e camarão do Brasil, junta de porco da Alemanha, e camarão da Arábia Saudita, mostrando que o vírus pode resistir a baixas temperaturas por muito tempo e que, dessa forma, a epidemia de Wuhan poderia ter sido importada.

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    Pandemia de COVID-19 no mundo no início de dezembro (93)

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    Tags:
    COVID-19, novo coronavírus, Brasil, Wuhan, China
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