13:51 24 Outubro 2021
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    O primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, exigiu desculpas de Pequim depois que o porta-voz da chancelaria chinesa, Zhao Lijian publicou no Twitter uma imagem manipulada de um soldado australiano segurando uma faca no pescoço de um garoto afegão.

    "Não tenha medo, viemos para trazer paz", cita mensagem postada na imagem que mostra o garoto agarrado a um cordeiro branco e com rosto tapado pela bandeira australiana.

    O primeiro-ministro Morrison qualificou a publicação de "repugnante" e "profundamente ofensiva para todos os australianos".

    "O governo da China deveria estar totalmente envergonhado desta publicação. Prejudica nossa imagem aos olhos do mundo [...] A Austrália pede uma desculpa do Ministério das Relações Exteriores e do governo da China por esta escandalosa publicação", manifestou Morrison durante coletiva de imprensa.

    O primeiro-ministro australiano também exigiu a eliminação imediata desta "imagem falsa" e afirmou que sua administração havia entrado em contato com o Twitter para que fosse excluída.

    ​Estamos abalados pelo assassinato de civis e prisioneiros afegãos por soldados australianos. Nós condenamos veementemente atos como estes, e pedimos que eles sejam responsabilizados.

    Recentemente, o comandante da Força de Defesa Australiana (ADF, na sigla em inglês), Angus Campbell, apresentou suas desculpas ao povo afegão após confirmar as denúncias de ao menos 39 homicídios ilegítimos de civis por soldados da ADF no território afegão entre 2005 e 2016.

    O relatório de supostos abusos cometidos pelas tropas australianas no Afeganistão está baseado na análise de mais de 20 mil documentos e 25 mil imagens, bem como em entrevistas com 423 testemunhas.

    O documento recomenda ao governo australiano pagar compensações aos familiares das vítimas, que não eram combatentes ou haviam deixado de ser.

    Durante o período de 2005 e 2016, mais de 26 mil australianos foram enviados ao Afeganistão, incluindo aproximadamente 3.000 efetivos das tropas de operações especiais.

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    Tags:
    Austrália, China, acusações, mensagem, Twitter, Afeganistão
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