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    Pandemia de COVID-19 no mundo em meados de novembro (90)
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    Nem a Organização Mundial de Saúde, nem especialistas ocidentais acreditam que haja evidência de infecção por baixa temperatura de comida que inclui frango brasileiro.

    A Organização Mundial de Saúde (OMS) não concorda. Especialistas sanitários ocidentais também não. Mas autoridades chinesas defendem que casos esporádicos da COVID-19 recentemente registrados tenham um culpado relacionado a baixas temperaturas: a importação de alimentos congelados, informou a rede de TV a cabo CNN.

    A OMS alega ser "altamente improvável que as pessoas possam pegar COVID-19 de alimentos ou embalagens de comida" e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos diz que o risco é "considerado muito baixo". Ambos insistem que não há evidência de tal transmissão. Mas a China acha que há sim.

    "Cada vez mais provas estão mostrando que frutos do mar congelados ou produtos de carne podem trazer vírus de países com surtos", disse esta semana Wu Zunyou, epidemiologista-chefe do CDC chinês.

    Nos últimos cinco meses, a China disse ter detectado vestígios do coronavírus em uma série de produtos congelados importados ou em suas embalagens, incluindo camarões do Equador, lulas da Rússia, peixes da Noruega e da Indonésia e asas de carne de frango do Brasil. Mas especialistas dizem que os testes de ácido nuclêico da China podem estar detectando fragmentos genéticos de vírus mortos que não são mais infecciosos.

    Então no mês passado, ao rastrear a origem de um surto na cidade de Qingdao, o CDC chinês anunciou que havia detectado e isolado o coronavírus vivo nas embalagens de bacalhau congelado importado, uma descoberta que dizia ser a "primeira do mundo" e informou que o contato com embalagens externas contaminadas pelo novo coronavírus vivo pode causar infecção.

    A declaração do CDC chinês apresentou algumas perguntas não respondidas. Os funcionários do Qingdao disseram que o surto foi rastreado até dois trabalhadores portuários que testaram positivo, mas o CDC não explicou se esses trabalhadores tinham contraído o vírus da embalagem contaminada ou por outros meios.

    Jin Dongyan, professor de virologia da Universidade de Hong Kong, disse que embora exista tal possibilidade, o CDC não forneceu provas da transmissão. Ele falou que os trabalhadores poderiam ter contraído o vírus em outro lugar e depois contaminado a embalagem de alimentos. O passo que faltava seria comparar as sequências genéticas do vírus nos operários de Qingdao e nas pessoas que manipularam a embalagem.

    "Cada vírus tem suas próprias marcas. Se elas corresponderem, então podemos dizer que existe uma cadeia de provas", disse Dongyan.

    Ainda assim, as autoridades de Qingdao intensificaram o exame e ordenaram que "cada peça" de produtos importados da cadeia do frio fosse testada. Os trabalhadores que descarregam, carregam e transportam esses produtos também foram ordenados a serem testados a cada três ou cinco dias.

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    Pandemia de COVID-19 no mundo em meados de novembro (90)

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    Tags:
    Hong Kong, CDC, OMS, China, COVID-19
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