03:26 26 Novembro 2020
Ouvir Rádio
    Ásia e Oceania
    URL curta
    444
    Nos siga no

    Presidente do Partido Democrata de Hong Kong, Wu Chi-wai fez o anúncio após quatro legisladores da oposição terem sido destituídos por Pequim.

    Parlamentares da oposição de Hong Kong anunciaram nesta quarta-feira (11) que devem apresentar uma renúncia coletiva após o principal órgão legislativo do governo da China ter aprovado uma resolução que possibilita a interrupção de mandatos dos políticos.

    O texto determina que as autoridades de Pequim tenham poder para destituir parlamentares sem a necessidade de aprovação dos tribunais de Hong Kong.

    As informações foram publicadas no site South China Morning Post.

    O presidente do Partido Democrata de Hong Kong, Wu Chi-wai, afirmou que "renunciaremos aos nossos cargos porque nossos colegas estão sendo desqualificados e destituídos pelo movimento implacável do governo central", disse Wu.

    De acordo com o político, "há separação de poderes segundo a lei, mas a decisão do governo central significa que a separação de poderes será eliminada. Todo o poder será centralizado no chefe do Executivo. Portanto, hoje é o fim da política de um país, dois sistemas".

    A ameaça de renúncia coletiva acontece também em meio a destituição dos mandatos de quatro deputados do Partido Democrata de Hong Kong.

    Pequim estipulou que os legisladores perderiam imediatamente seus assentos. O governo alega que os parlamentares promoveram a independência de Hong Kong e se envolveram em atos que ameaçaram a segurança nacional.

    Os quatro parlamentares destituídos foram também impedidos de concorrer às eleições para o legislativo, originalmente programadas para setembro. Com a decisão de Pequim, a oposição passa a ter apenas 15 legisladores de 58 no Conselho Legislativo de Hong Kong (Legco).

    De acordo com a legislação do governo da China, parlamentares perdem imediatamente seus assentos se for considerado que tenham promovido ou apoiado a noção de independência de Hong Kong; se recusado a endossar a retomada da soberania do país; procurado forças estrangeiras para se intrometer nos assuntos da região; ou se engajarem em atos que colocam em risco a segurança nacional.

    Lei de segurança de Hong Kong

    No final de junho, a China promulgou uma lei de segurança nacional em Hong Kong, adaptando as políticas de separatismo, subversão, terrorismo e conluio com nações estrangeiras aos critérios de Pequim.

    O governo chinês pediu aos países que criticaram esta medida, que parassem de interferir nos assuntos internos de seu país.

    Manifestante segura bandeira americana durante protesto pró-democracia em um shopping em Hong Kong, 21 de julho de 2020
    © AP Photo / Kin Cheung
    Manifestante segura bandeira americana durante protesto pró-democracia em um shopping em Hong Kong, 21 de julho de 2020

    Mais:

    China decide sancionar políticos americanos por 'comportamento errado' em relação a Hong Kong
    Hong Kong cancela acordos de extradição com Alemanha e França
    Polícia de Hong Kong prende 90 pessoas em protesto contra adiamento das eleições
    Tags:
    oposição, renúncia, Parlamento, Pequim, China, Hong Kong
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar