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    O premiê da Armênia, Nikol Pashinyan, afirmou que ações militares persistem na disputada região de Nagorno-Karabakh após assinatura de cessar-fogo.

    "As ações militares em Nagorno-Karabakh não foram completamente interrompidas, [mas] nós esperamos que sejam interrompidas", afirmou o primeiro-ministro da Armênia, Nikol Pashinyan, em discurso por vídeo aos cidadãos armênios. Já a porta-voz do Ministério da Defesa armênio, Shushan Stepanyan, confirmou a cessação de todas as atividades militares na linha de frente na região disputada.

    "Ações militares foram interrompidas em toda a linha de frente. A partir das 06h00 [23h00 da segunda-feira (9), no horário de Brasília] se mantém relativa calma. O contingente de pacificadores russos continua sendo destacado em Nagorno-Karabakh", escreveu Shushan em sua página no Facebook.

    Anteriormente, os líderes da Rússia, Armênia e Azerbaijão anunciaram conjuntamente o fim das atividades militares em Nagorno-Karabakh. Segundo o acordo alcançado, o cessar-fogo completo teria início nesta terça-feira (10).

    As Forças Armadas da Armênia e do Azerbaijão manteriam suas posições atuais no território, e realizariam trocas de prisioneiros de ambos os lados do conflito.

    Segundo o cessar-fogo acordado entre as partes conflituosas, com mediação da Rússia, é esperado que pacificadores russos sejam posicionados em Nagorno-Karabakh.
    Pacificadores russos na Transnístria
    © Sputnik / Sergei Kuznetsov
    Pacificadores russos na Transnístria

    Enquanto Pashinyan classificou este acordo como uma difícil decisão, Ilham Aliev, presidente do Azerbaijão, considerou que o documento assinado equivale à uma capitulação da Armênia. Segundo o mandatário azeri, as condições do acordo são altamente vantajosas para Baku, portanto uma vez que a etapa militar tenha sido finalizada, questões políticas podem ser apresentadas.

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    Tags:
    Nagorno-Karabakh, soberania, território, Defesa, conflito, Azerbaijão, cessar-fogo, Armênia
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