04:17 26 Novembro 2020
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    Para monitorar ação chinesa no oceano Índico, Alemanha e Austrália se unem no patrulhamento da região.

    A Alemanha vai enviar navios de guerra ao oceano Índico para conter a China, anunciou a ministra da Defesa da Alemanha durante entrevista ao jornal australiano The Sunday Morning Herald.

    "Acreditamos que a Alemanha precisa marcar sua posição na região", disse Annegret Kramp-Karrenbauer.

    "Esperamos ser capazes de implantar [navios] no próximo ano", disse ela. "Estaremos gastando mais com a defesa em 2021 do que em 2020, apesar do [coronavírus] ter atingido nossos orçamentos. Agora a chave é traduzir isto em um músculo real."

    A alta responsável alemã reconheceu a China como "uma importante parceira comercial" para a Alemanha, com "fortes laços econômicos" que beneficiam ambos os lados. Mas não nega ter preocupações com o país:

    "Ao mesmo tempo, não fechamos os olhos para condições de investimento desiguais, apropriação agressiva da propriedade intelectual, distorção da concorrência subsidiada pelo Estado ou tentativas de exercer influência por meio de empréstimos e investimentos", afirmou a ministra, que revelou estar trabalhando para expandir as relações com países aliados da OTAN, tais como a Austrália, e criar uma solução pacífica para o conflito no estreito de Taiwan.

    Por fim, Kramp-Karrenbauer foi a primeira ministra alemã a confirmar que as restrições impostas na Alemanha à Huawei excluiriam na prática a gigante chinesa de telecomunicações da rede 5G do país europeu. A China é a maior parceira comercial da Alemanha.

    Em 2018, a Austrália se tornou o primeiro país a banir a Huawei, um passo mais tarde seguido pelos EUA e países europeus.

    Estas foram as declarações mais categóricas até agora ditas a Pequim por um ministro europeu ou alemão, comenta a mídia.

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    Tags:
    Austrália, China, 5G, Huawei, Estreito de Taiwan, OTAN, Annegret Kramp-Karrenbauer, Oceano Índico, Alemanha
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