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    O Goni alcançou ventos de 225 quilômetros por hora e a Cruz Vermelha do país está "horrorizada" com a destruição num país castigado também pela COVID-19.

    O tufão mais poderoso a atingir o arquipélago das Filipinas este ano destruiu dezenas de milhares de casas e matou pelo menos 17 pessoas, informou a rede de TV a cabo CNN citando autoridades na segunda-feira (2).

    A ilha de Catanduanes e a vizinha província de Albay, na ilha mais populosa de Luzon, foram castigadas por ventos de 225 quilômetros por hora quando o Goni chegou na costa leste no domingo (1º).

    Os ventos e as chuvas torrenciais derrubaram as linhas de energia provocando corte nas comunicações terrestres, inundações e deslizamentos de terra na parte sul de Luzon. O tufão perdeu intensidade ao contornar a capital Manila e dirigir-se para o Mar do Sul da China.

    "Estamos horrorizados com a destruição causada por este tufão em muitas áreas, incluindo as ilhas de Catanduanes e Albay", disse o chefe da Cruz Vermelha das Filipinas, Richard Gordon. "Até 90% das casas foram muito danificadas ou destruídas em algumas áreas. Este tufão destruiu a vida e a subsistência das pessoas, além do implacável custo físico, emocional e econômico da COVID-19", continuou.

    De acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), as Filipinas tinham nesta manhã de segunda-feira (2) cerca de 383 mil casos e 7,2 mil mortos pelo coronavírus.

    "Muitas pessoas estão com fome. Elas já haviam sofrido de COVID-19 devido à perda de empregos e deslocamentos. Algumas nem sequer têm utensílios de cozinha", concluiu Gordon.

    Centenas de milhares de pessoas fugiram de suas casas antes do tufão e muitas delas permanecem em centros de evacuação à medida que as autoridades lutam para restaurar a energia e os serviços de telecomunicações nas áreas mais duramente atingidas.

    O Goni entrou na categoria "super tufão" quando provocou estragos em Catanduanes onde pelo menos seis pessoas morreram e as autoridades estimam que a maioria das casas e infraestrutura foram danificadas ou destruídas.

    O tufão danificou a maioria das linhas elétricas da ilha e os relatos das cidades sugeriam que o número de vítimas poderia aumentar.

    "Esperamos que a ajuda chegue em breve". Estamos com falta de fundos", disse o prefeito de Cua à CNN local.

    As Filipinas são atingidas por uma média de 20 tempestades e tufões a cada ano, que tipicamente arrasam colheitas, casas e infraestrutura, mantendo milhões de pessoas na pobreza. Ano passado, o tufão Kammuri matou 17 pessoas e forçou 345 mil filipinos a procurarem centros de evacuação.

    O recorde de destruição foi o Super Tufão Haiyan, que provocou ondas gigantescas na cidade central de Tacloban e deixou mais de 7.300 pessoas mortas ou desaparecidas em 2013.

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    Tags:
    Cruz Vermelha, tufão, COVID-19, OMS, Filipinas
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