03:11 20 Outubro 2020
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    A agência disse estar sofrendo ameaças sob suas publicações em redes sociais. Segundo o editor-chefe da agência, muitas pessoas no país "estão discutindo planos para 'bombardear' as mídias estrangeiras, entre elas a Sputnik".

    A Sputnik Quirguistão está recebendo ameaças devido a suas publicações nas redes sociais, revela Erkin Alymbekov, editor-chefe da agência. Por causa da posição de alguns comentaristas, a equipe da agência acredita que os responsáveis seriam apoiadores do opositor político Sadyr Zhaparov, que alguns deputados do Quirguistão, país da Ásia Central, aprovaram como primeiro-ministro.

    No sábado (10), 23 desconhecidos chegaram à entrada do edifício da Sputnik Quirguistão em Bishkek e exigiram o envio de um correspondente para cobrir o comício em apoio a Zhaparov, conta em um post no Facebook.

    Os desconhecidos disseram que "dão meia hora" para o fazer, caso contrário voltariam, vandalizariam o escritório e matariam o guarda.

    No entanto, os problemas não começaram hoje, informa o editor-chefe da agência.

    "Começaram a aparecer ameaças nas redes sociais sob nossas publicações, [e houve] apelos para nos incendiar. Além disso, colegas de outras publicações nos alertaram que na praça Staraya, onde os apoiadores de Zhaparov se reuniram em comícios, pequenos grupos de pessoas estão discutindo planos para 'bombardear' as mídias estrangeiras, entre elas a Sputnik", disse Alymbekov.

    Por razões de segurança, o editor-chefe pediu a todos os correspondentes da agência que cobrem os protestos na cidade que removessem quaisquer marcas de identificação de suas roupas indicando que pertencem à Sputnik Quirguistão.

    "Nosso funcionário, que está atualmente em um comício na praça Staraya, perto do prédio do governo, onde os apoiadores de Zhaparov estão se reunindo, não pode transmitir ao vivo por que a multidão é muito agressiva para com toda a mídia e é muito perigoso trabalhar lá agora", disse ele.

    A agência pediu ajuda a vigilantes para garantir a segurança da redação, ainda não foi chamada a polícia.

    Alymbekov apontou que não pode dizer com certeza que as ameaças vêm diretamente dos apoiadores de Zhaparov, mas há muita coisa que aponta serem eles.

    "Nos comentários no canal Telegram da Sputnik Quirguistão pessoas que parecem ser apoiadores de Zhaparov escrevem – 'porque nos vendemos para a Kumtor'."

    "Por alguma razão existe a opinião de que a empresa de mineração de ouro Kumtor e sua gerência têm muito medo da chegada de Zhaparov ao poder, o que significaria que todos os jornalistas do país, incluindo da Sputnik, foram comprados, por isso nós não apoiaríamos Zhaparov. Eu não sei como o devemos apoiar, mas por não sermos apoiadores estamos sendo ameaçados", relata Erkin Alymbekov.

    O Quirguistão vive uma crise política desde que foram anunciadas as eleições legislativas no domingo (4), cujos resultados preliminares deram a vitória aos partidos governistas Birimdik e Mekenim Quirguistão e são contestados pelos oposicionistas, que saíram à rua para exigir o fim do governo efetivo.

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    Tags:
    Bishkek, Quirguistão, Telegram, Sputnik
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