18:14 27 Outubro 2020
Ouvir Rádio
    Ásia e Oceania
    URL curta
    444
    Nos siga no

    Anteriormente, Washington restringiu empresas estrangeiras de vender chips para a gigante de comunicações da China se usassem tecnologia norte-americana, citando preocupações com segurança nacional.

    Duas empresas japonesas, o conglomerado tecnológico Sony e a fabricante de chips de memória Kioxia, solicitaram a aprovação dos EUA para fornecer componentes à gigante tecnológica chinesa Huawei, em uma tentativa de contornar a proibição existente, revelou o jornal Nikkei Asian Review.

    A Sony e a Kioxia não são as únicas empresas que estão dispostas a continuar seu comércio com a Huawei, já que a Samsung Electronics e a empresa de semicondutores SK Hynix da Coreia do Sul também o solicitaram, mas ainda não receberam luz verde do Departamento de Comércio dos EUA.

    A aprovação é necessária se as empresas quiserem continuar usando software norte-americano, já que Washington proibiu qualquer empresa que utilize tecnologia baseada nos EUA de vender chips para a Huawei ou qualquer uma de suas afiliadas.

    A agência S&P Global Ratings revelou em julho que as empresas tecnológicas da Ásia-Pacífico que realizam negócios com a Huawei estavam arriscando perder cerca de US$ 25 bilhões (R$ 142,1 bilhões) em receita devido a essas restrições introduzidas pelos EUA. As empresas em questão incluem a Corporação Internacional de Fabricação de Semicondutores (SMIC, na sigla em inglês) e a Corporação de Fabricação de Semicondutores de Taiwan (TSMC, na sigla em inglês).

    A Sony e a Kioxia, que são fornecedoras vitais de componentes tecnológicos 5G, também têm muito a perder. Segundo estimativas, a Huawei continua sendo a segunda maior compradora de sensores de imagem da Sony depois da Apple, sendo responsável por cerca de um quinto dos US$ 9,5 bilhões (R$ 54 bilhões) de vendas da empresa neste setor.

    Em agosto, a Sony previu que seu lucro no setor de sensores de imagem deverá cair 45% no ano financeiro que termina em março de 2021, devido a uma queda nas vendas de smartphones durante a pandemia do coronavírus. O ataque da administração Trump à Huawei também não ajuda a gigante japonesa a recuperar seus lucros.

    Recentemente, a empresa de semicondutores Intel, sediada na Califórnia, EUA, revelou que havia conseguido obter licenças do governo norte-americano, em uma licitação para fornecer à Huawei certos produtos.

    Os EUA iniciaram sua investida contra a gigante chinesa Huawei em 2019, acusando a empresa de atividades de espionagem e vulnerabilidades de introdução deliberada em seus equipamentos, algo fortemente negado pelos funcionários da Huawei. Em maio de 2019, a empresa foi incluída na lista negra da realização de negócios com empresas norte-americanas.

    Mais:

    Alemanha cede à pressão dos EUA e limita a tecnologia 5G da Huawei no país
    China pode dar passos prejudiciais a interesses tecnológicos dos EUA devido ao TikTok, diz analista
    Hegemonia em risco? Como TikTok expôs o medo dos EUA de perder poder no reino das mídias sociais
    ByteDance rejeita proposta da Microsoft de compra das operações americanas do TikTok
    Guerra comercial: Huawei construiria fábrica de processadores para garantir cadeias de fornecimento
    Tags:
    Nikkei Asian Review, Samsung, Departamento de Comércio dos EUA, Ásia-Pacífico, Intel, Donald Trump, Japão, Huawei, EUA, Sony
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar