05:15 25 Outubro 2020
Ouvir Rádio
    Ásia e Oceania
    URL curta
    133
    Nos siga no

    Militares sul-coreanos já verificaram que a Coreia do Norte queimou o cadáver do oficial de pesca sul-coreano que foi assassinado em águas norte-coreanas na semana passada, afirma líder da oposição em Seul.

    "O Ministério da Defesa Nacional [da Coreia do Sul] verificou através de inteligência especial que [a Coreia do Norte] disse [a seus funcionários] para aplicar óleo combustível e queimar [o corpo]", afirmou Joo Ho-young, líder do Partido do Poder do Povo, citado pelo jornal The Korea Herald nesta terça-feira (29).

    "Não é o que o Ministério da Defesa julgou por si mesmo, mas o que ouviu com precisão [por inteligência especial]", reforçou Joo.

    A Coreia do Norte nega que tenha queimado o corpo do oficial sul-coreano, dizendo que só queimou um material flutuante depois que o homem desapareceu no mar após os disparos dos oficiais de Pyongyang, supostamente como parte do protocolo de medidas contra a COVID-19.

    Bandeira da Coreia do Norte em mastro na fronteira com a Coreia do Sul (foto de arquivo)
    © AP Photo / Kim Hyun-tae
    Bandeira da Coreia do Norte em mastro na fronteira com a Coreia do Sul (foto de arquivo)

    Joo acusou o Partido Democrata, que está no poder, de optar pelo lado norte-coreano da história e garante que a explicação do Ministério da Defesa sul-coreano deve ser acreditada. O Ministério da Defesa manteve sua avaliação anterior de que Pyongyang queimou o corpo.

    "Não fornecemos nenhum relato diferente do que explicamos na semana passada […]. Como existem algumas diferenças nos detalhes, no entanto, estamos mais uma vez analisando os materiais relacionados", afirmou o porta-voz adjunto do Ministério da Defesa, coronel Moon Hong-sik.

    O imbróglio

    Em 24 de setembro, a Coreia do Sul afirmou que um dos funcionários, de 47 anos, de seu Ministério dos Oceanos e Pesca foi morto e queimado em 21 de setembro após ter desaparecido durante o serviço no mar.

    O funcionário público teria pulado de seu barco e mergulhado em águas norte-coreanas, supostamente para desertar para Pyongyang. Ele teria sido baleado por soldados norte-coreanos quando tentou fugir do interrogatório dos oficiais.

    O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, pediu desculpas a Seul pelo assassinato. De acordo com Suh Hoon, diretor de Segurança Nacional sul-coreano, Kim assegurou que "sente muito" por "decepcionar" o presidente do país vizinho, Moon Jae-in, e seus cidadãos, prometendo adotar medidas para evitar que o episódio se repita.

    Fala do líder norte-coreano, Kim Jong-un, transmitida por um programa da Coreia do Sul
    © AP Photo / Ahn Young-joon
    Fala do líder norte-coreano, Kim Jong-un, transmitida por um programa da Coreia do Sul

    Em 26 de setembro, a Coreia do Sul pediu que a Coreia do Norte realizasse uma nova investigação do ocorrido, devido às diferenças nas versões dos dois países.

    Na segunda-feira (28), a Coreia do Sul ampliou a busca pelo corpo do oficial. Participam da operação pelo menos seis aeronaves e 45 embarcações. Pyongyang acusou Seul de usar a busca como pretexto para entrar em águas territoriais norte-coreanas e disse que estava conduzindo sua própria busca para localizar os restos mortais do homem. Essa "intrusão" pode levar a uma "escalada das tensões" na região, alertou Pyongyang.

    Mais:

    Irã pode ter armas nucleares até fim do ano através de parceria com Coreia do Norte, diz mídia
    Coreia do Sul planeja modernizar submarino com poderosa bateria de lítio
    Estados Unidos teriam planejado ataque nuclear de 80 mísseis contra Coreia do Norte?
    COVID-19: Coreia do Sul registra menor nível de casos
    Tags:
    Kim Jong-un, Pyongyang, Seul, Coreia do Norte, Coreia do Sul
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar