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    A China acusou os EUA de "obstruir" a luta global contra os gases de efeito estufa, um dia depois que o presidente Xi Jinping disse que Pequim pretende ter "um pico de emissões de CO2 antes de 2030 e alcançar a neutralidade de carbono antes de 2060".

    A China informou nesta quarta-feira (23) que considera este plano uma "repreensão poderosa às acusações infundadas dos Estados Unidos" que foram feitas contra ela na Assembleia Geral da ONU.

    Os EUA, que são o segundo maior poluidor do mundo, retiraram-se do Acordo de Paris de 2015 sobre a mitigação das mudanças climáticas, culpando a China pelo ímpeto estagnado no combate às emissões globais.

    "Isso obstrui seriamente o progresso da redução das emissões globais e da promoção do desenvolvimento verde e de baixo carbono", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin. "Quais são as qualificações de um país assim para criticar a China?", acrescentou em uma coletiva de imprensa em Pequim.

    A própria China é o maior poluidor do mundo e responde por um quarto dos gases de efeito estufa do planeta. Discursando na Assembleia Geral da ONU na terça-feira (22), Xi renovou seu apoio ao acordo climático de Paris. Ele afirmou que a China é um líder climático, dizendo que o acordo "descreve as medidas mínimas a serem tomadas para proteger a Terra". Todos os países devem tomar medidas decisivas para honrar o acordo, continuou ele.

    A China atualizará e aumentará suas metas de contribuição nacionalmente determinadas, disse Wang a repórteres nesta quarta-feira (23). Ele descreveu os EUA como o maior emissor mundial de gases de efeito estufa em termos cumulativos, dizendo que Washington "não só falhou em ratificar o Protocolo de Kyoto, mas também retirou-se do Acordo de Paris". Assim, os EUA se desassociaram completamente do sistema e acordos globais de emissões de carbono, enfatizou.

    Poluição atmosférica na China.
    © AFP 2020 / Partrick Kovarik
    Poluição atmosférica na China.

    Como o maior exportador mundial de resíduos sólidos e um grande consumidor de plásticos per capita, os EUA também se recusaram a ratificar a Convenção da Basiléia e "estabeleceram obstáculos para o processo de governança global sobre resíduos plásticos", de acordo com Wang.

    Como estava o Estado que havia enviado tantos resíduos para os países em desenvolvimento "em qualquer posição de culpar a China?", perguntou Wang. Ele exortou os EUA a "parar de praticar jogos políticos, abandonar o unilateralismo e cumprir sua responsabilidade para com o mundo".

    O Acordo de Paris compromete as nações a limitar o aumento da temperatura global a níveis próximos aos pré-industriais, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa. No entanto, o presidente Donald Trump acredita que o acordo é injusto para os EUA.

    "Aqueles que atacam o histórico ambiental excepcional da América, ignorando a poluição galopante da China, não estão interessados ​​no meio ambiente", declarou Trump em um discurso na ONU pouco antes de Xi se dirigir à Assembleia Geral.

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    Tags:
    Donald Trump, meio ambiente, diplomacia, multilateralismo, emissão de gases, emissões, clima global, Acordo de Paris, China, Estados Unidos
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