23:13 11 Agosto 2020
Ouvir Rádio
    Ásia e Oceania
    URL curta
    5192
    Nos siga no

    Desde que os EUA começaram a ocupação do Afeganistão em 2001, as tropas tiveram de auxiliar o governo de Cabul na sua luta contra o território ocupado pelo Talibã.

    Os EUA fecharam cinco bases militares no Afeganistão como parte de um entendimento com o Talibã (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países), acordado há mais de quatro meses, revelou na terça-feira (14) um representante da Casa Branca.

    O acordo prevê a retirada das forças norte-americanas das bases nos primeiros 135 dias, afirmou o representante especial do presidente norte-americano Donald Trump para as conversações, Zalmay Khalilzad.

    Chegamos ao Dia 135, um marco fundamental na implementação do Acordo EUA-Talibã. Os EUA trabalharam arduamente para cumprir a primeira fase dos seus compromissos no âmbito do acordo, incluindo a redução de forças e a saída de cinco bases. As tropas da OTAN caíram em números proporcionais

    De acordo com a emissora afegã Tolo, as cinco instituições militares agora fechadas estão localizadas no sul e leste do Afeganistão, nas províncias de Helmand, Uruzgan, Paktika e Laghman. As bases norte-americanas significativamente maiores em Bagram, fora da capital – Cabul, e Campo Aéreo de Kandahar – permanecem operacionais.

    Como parte de sua dedicação em reduzir a presença das tropas, os EUA reduziram o número de soldados para 8.600, uma redução significativa dos 100 mil em 2010.

    Violência no Afeganistão

    Um grupo islâmico afegão atacou uma instalação governamental na capital da província de Samangan, Aybak, perto do escritório da Direção Nacional de Segurança (NDS, na sigla em inglês) do Afeganistão, apenas um dia antes da retirada, resultando na morte de 11 funcionários de segurança e ferindo cerca de 63 civis, incluindo crianças, de acordo com relatos da mídia.

    Khalilzad condenou os ataques de segunda-feira (13) em meio ao aumento da violência entre os Talibãs e as forças afegãs nos últimos meses.

    "A violência tem sido alta, especialmente nos últimos dias e semanas. Os afegãos continuam morrendo em grande número sem nenhuma razão. O ataque do Talibã hoje em uma capital provincial contradiz seu compromisso de reduzir a violência até que um cessar-fogo permanente seja alcançado nas conversações intra-afegãs", afirmou o representante dos EUA.

    O confronto tem visto a libertação e troca de prisioneiros de ambos os lados como parte do acordo entre os EUA e o Talibã. O governo afegão libertou 4.199 talibãs detidos e o grupo rebelde, por sua vez, libertou 779 militares pró-governamentais, segundo a emissora Al-Jazeera.

    Apesar das trocas, as conversações sobre um acordo de paz foram bloqueadas, atrasando a data de implementação original no início de março.

    Mais:

    Senado dos EUA rechaça projeto de lei para colocar fim ao conflito no Afeganistão
    EUA têm dados para apoiar 'conluio' da Rússia com Talibã, afirma NYT, contrário ao Pentágono
    Cada vez 'menos vergonha': Kremlin chama de 'mentiras' publicação do NYT sobre conluio com Talibã
    Talibã faz 53 civis reféns no centro do Afeganistão
    Tags:
    Zalmay Khalilzad, OTAN, Kandahar, Bagram, Laghman, Helmand, Al-Jazeera, Afeganistão, Talibã, EUA
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar