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    Militares sul-coreanos declararam que, se a Coreia do Norte passar a ações militares reais, pagará caro por isso.

    "Se a Coreia do Norte passar a ações reais, inevitavelmente pagará o respetivo preço", afirmou um funcionário de alto escalão do Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul.

    O militar expressou também uma profunda preocupação pelas declarações do Estado-Maior norte-coreano a respeito de seus planos militares, ressaltando que estas ações violam os acordos intercoreanos, a declaração de Panmunjom e o acordo militar de 2018.

    "Estas medidas anulam em um momento todos os resultados e os esforços conjuntos alcançados em mais de 20 anos de progresso nas relações intercoreanas e na manutenção da paz na península coreana", indicou o representante do Estado-Maior sul-coreano.

    Anteriormente, o alto comando militar norte-coreano, citado pela Agência Central de Notícias da Coreia, declarou que Pyongyang planeja implantar suas tropas na região de Kaesong e nas proximidades da montanha Kumgangsan, na fronteira com a Coreia do Sul.

    Além disso, a mídia afirmou que Seul pediu para enviar seus representantes para negociações com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, e que Pyongyang teria rejeitado a proposta.

    A Coreia do Norte destruiu o escritório de comunicação que operava com o Sul na cidade fronteiriça de Kaesong, fruto dos acordos alcançados na cúpula histórica que o líder norte-coreano Kim Jong-un e o presidente sul-coreano Moon Jae-in mantiveram em abril de 2018.

    As autoridades norte-coreanas deixaram de usar o escritório na semana passada, quando cortaram as linhas de comunicação civis e militares com a nação vizinha.

    Pyongyang tomou as medidas após desertores residentes na Coreia do Sul lançarem 500.000 balões com panfletos anti-Pyongyang através da fronteira entre os dois países.

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    Tags:
    tensão regional, tensão militar, tensão, fronteiras, fronteira, Coreia do Norte, Coreia do Sul
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