00:14 14 Agosto 2020
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    O Ministério de Segurança do Estado da China teria enviado ao presidente Xi Jinping alertas sobre aumento do sentimento antichinês no mundo todo, o que poderia resultar em um conflito militar direto com EUA.

    O relatório supostamente originado pelos Institutos de Relações Internacionais Contemporâneas da China, e entregue ao líder chinês, concluiu que o "sentimento hostil" em relação à China como resultado da pandemia de coronavírus havia atingido seu nível mais alto desde o incidente na Praça Tiananmen em 1989, informa a Reuters.

    O pior caso do cenário informado pela Reuters, citando fontes, incluía a possibilidade de um intercâmbio militar entre os EUA e a China.

    Além disso, o documento concluiu que os EUA consideram a ascensão econômica da China uma ameaça econômica e nacional à segurança, além de ser um desafio ao sistema político encapsulado pela democracia ocidental, cita a Reuters.

    O relatório supostamente entregue a Xi revelou que os EUA estavam tentando minar o Partido Comunista, abalando a confiança da população sobre sua competência.

    Recentemente, o governo Trump acusou Pequim de encobrir o surto inicial da contaminação, alterando o número de mortes e o número de casos confirmados, além de alegar que o coronavírus foi acidentalmente vazado de um laboratório em Wuhan.

    Por sua vez, Pequim negou as acusações, argumentando que a confirmação do país está de acordo com a da Organização Mundial da Saúde (OMS), e que havia tempo suficiente para os norte-americanos se prepararem para enfrentar a crise.

    O governo chinês também afirmou que as alegações do governo Trump são uma tentativa de desviar a culpa do fracasso da Casa Branca, já que os EUA atingiram o pico mundial da pandemia de coronavírus.

    Apesar das acusações dos EUA de que o coronavírus tenha sido originado na cidade chinesa de Wuhan, nenhuma prova foi apresentada.

    Na segunda-feira (4), a OMS observou que não recebeu nenhum dado ou evidência que comprove as acusações de Washington.

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    Tags:
    conflito armado, pandemia, COVID-19, novo coronavírus, EUA, China, Xi Jinping, Donald Trump
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