09:02 25 Outubro 2020
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    O navio de resgate Nan Hai Jiu 115 está navegando à volta do recife de Fiery Cross, no mar do Sul da China, informa Radio Free Asia (RFA), uma agência de notícias sem fins lucrativos.

    O motivo da presença do navio no referido território é desconhecido, mas acredita-se que seja "benigna" ou de natureza não militar.

    A embarcação de resgate Nan Hai Jiu 115 é considerada uma das mais avançadas da China, podendo realizar tarefas como combate de incêndios, limpeza de derrame de petróleo e serviços médicos de emergência. Ela é facilmente identificada pela plataforma de helicóptero de cor verde e um heliporto que pode receber helicópteros de médio porte, adianta International Business Times.

    A RFA usou software de rastreamento de embarcações para monitorar o deslocamento do navio à volta do recife de Fiery Cross após a embarcação ter saído do porto da cidade de Sanya, localizada na ilha chinesa de Hainan, no dia 10 de janeiro. Antes da viagem mais recente o navio de resgate esteve baseado no recife de Subi, localizado a cerca de 110 milhas a nordeste da sua localização atual.

    China constrói ilhas artificiais no arquipélago Spratly
    © REUTERS / U.S. Navy/Handout via Reuters
    China constrói ilhas artificiais no arquipélago Spratly
    O recife de Fiery Cross se encontra a meio caminho entre as Filipinas e o Vietnã no mar do Sul da China. No entanto, a China ocupa e controla a área, construindo ilhas artificiais e outro tipo de infraestruturas alegadamente de natureza militar. Este local se encontra perto de outro território disputado – as ilhas Spratly.

    "Instalando tais serviços nas [ilhas] Spratly, Pequim busca demonstrar sua administração efetiva sobre as águas e locais que reivindica no mar do Sul da China", disse Collin Koh Swee Lean, pesquisador da Escola de Estudos Internacionais S. Rajaratnam, em Singapura, se referindo a outros conjuntos insulares, estruturas e recifes artificiais disputados, além do recife de Fiery Cross e das ilhas Spratly.

    "A presença destas instalações e serviços alimenta a narrativa estratégica transmitida por Pequim que suas construções nas ilhas Spratly são uma forma de bem público comum para todos. Ela é projetada também para dissipar as alegações de que a China tem militarizado a área disputada", acrescentou Collin Koh Swee Lean.

    Pequim reivindica o direito de construir instalações militares no arquipélago de Spratly, uma centena de ilhéus e recifes espalhados em uma área de mais de 400 mil quilômetros quadrados.

    O Tribunal Permanente de Arbitragem de Haia decidiu, em julho de 2016, que não há base legal para as reivindicações apresentadas por Pequim na região compreendida dentro da "linha de nove pontos" no mar do Sul da China.

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    Tags:
    embarcação, Filipinas, Vietnã, China, territórios disputados, Ilhas Spratly, Mar do Sul da China
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