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    Respondendo à alegação do primeiro-ministro indiano Narendra Modi de que o Paquistão "seria derrotado" em caso de guerra com a Índia, Islamabad instou Nova Deli a não subestimar seu Exército, invocando um conflito aéreo que levou à captura de um piloto indiano.

    A guerra de palavras entre o Paquistão e a Índia aumentou e recentemente os dois países com armas nucleares trocaram farpas para destacar a força de suas respectivas forças militares. A última rodada do vaivém verbal começou na terça-feira, com Modi dizendo que o Exército indiano poderia derrubar o vizinho Paquistão em uma semana - no máximo 10 dias.

    Islamabad deu uma resposta dura na quarta-feira. Aisha Farooqui, porta-voz do Ministério do Exterior do Paquistão, rejeitou a avaliação de Modi, chamando a retórica de Nova Deli de "beligerante" e a própria Índia de "uma ameaça à paz e segurança regionais".

    Farooqui afirmou que o Exército paquistanês provou que é mais do que capaz de revidar durante um combate entre aviões de guerra indianos e paquistaneses em fevereiro do ano passado, que quase levou os dois rivais regionais à beira da guerra total.

    Soldado do exército paquistanês guardando um míssil Babur na exposição internacional de defesa na cidade de Carachi, no Paquistão, em 25 de novembro de 2008
    © AFP 2020 / ASIF HASSAN / AFP
    Soldado do exército paquistanês guardando um míssil Babur na exposição internacional de defesa na cidade de Carachi, no Paquistão, em 25 de novembro de 2008
    "A resposta imediata e eficaz do Paquistão à desventura da Índia em Balakot, incluindo a queda de aviões de caça indianos e a captura de pilotos indianos no ano passado, deve ser suficiente para destacar a vontade, capacidade e preparação de nossas Forças Armadas", declarou o porta-voz.

    O confronto no céu sobre a região disputada da Caxemira no final de fevereiro foi precedido por um ataque de um grupo militante paquistanês a uma patrulha policial indiana que matou mais de 40 soldados.

    A Índia revidou realizando o que chamou de ataques preventivos na parte controlada pela Paquistão da Caxemira para acabar com o campo de treinamento do grupo classificado como terrorista por Nova Deli. Islamabad negou que houvesse terroristas lá. No entanto, lançou bombardeios retaliatórios em uma resposta olho por olho, dente por dente.

    Embora as tensões tenham diminuído um pouco desde então, os dois países continuam envolvidos em um conflito de décadas sobre a disputada região da Caxemira. O Paquistão há muito tempo busca mediação internacional, enquanto a Índia insiste que o assunto deve ser tratado de maneira bilateral.

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    Tags:
    relações bilaterais, farpas, armas nucleares, guerra, conflito, Narendra Modi, Jammu e Caxemira, Caxemira, Paquistão, Índia
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