00:59 28 Janeiro 2020
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    A China vai deixar de ser considerada país manipulador de divisas por Washington, anunciou o Departamento do Tesouro dos EUA na segunda-feira (13).

    Estes passos vêm dias antes da provável assinatura na quarta-feira (15) em Pequim da primeira fase do acordo comercial entre as duas maiores economias do mundo, o que "requer reformas estruturais e outras mudanças no regime econômico e comercial da China em várias áreas-chave, incluindo o câmbio e a moeda estrangeira", segundo indica o relatório publicado pelo Departamento do Tesouro norte-americano. 

    A organização justificou sua decisão com o fato de que a China se comprometeu a publicar informações relevantes relacionadas com as taxas de câmbio e a balança comercial, e a se abster de desvalorizar sua moeda

    No último mês, a China e os EUA acordaram um pacto comercial parcial em um valor de até US$ 200 bilhões (R$ 829,6 bilhões), que deverá quase duplicar as importações de produtos norte-americanos por Pequim nos próximos dois anos, incluindo US$ 80 bilhões (R$ 331,8 bilhões) em produtos agrícolas.

    Os EUA haviam incluído a China, em agosto de 2019, em sua lista de países manipuladores de sua divisa, a primeira vez que tal aconteceu desde 1994, segundo relata o jornal The Guardian. 

    Relações sino-americanas

    China e os EUA estão envolvidos em disputas comerciais que duram desde janeiro de 2018, quando o presidente norte-americano aplicou tarifas a painéis solares e outros equipamentos chineses, disputas que passaram a ser chamadas de guerra comercial em maio desse ano.

    A aplicação de tarifas mútuas tem afetado negativamente o funcionamento da economia mundial

    Donald Trump têm argumentado durante sua presidência que a desvalorização do yuan pela China tem lhe permitido realizar "um dos maiores roubos na história mundial", apropriando-se do comércio internacional.

    A China, por sua vez, diz que os EUA estão "tentando destruir a ordem internacional" e minando a estabilidade mundial.

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    Tags:
    acordo comercial, acordo, EUA, China
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