06:21 18 Novembro 2019
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    Imran Khan em discurso anti-governista realizado em Islamabad em 2014.

    Premiê do Paquistão pede que o mundo atue para evitar 'guerra nuclear' com a Índia

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    O primeiro-ministro do Paquistão, Imran Khan, disse que a disputa em curso sobre a Caxemira pode iniciar outro conflito com a Índia e criticou o país vizinho pelo que chamou de políticas "opressivas" na região contestada.

    Falando em uma conferência de imprensa na sede das Nações Unidas em Nova York na terça-feira, Khan falou em termos graves sobre a situação na Caxemira e alertou sobre as chances de uma nova guerra com a Índia, antiga rival regional do Paquistão.

    "Vim para Nova York apenas porque senti que, a menos que seja dado destaque ao que está acontecendo na Caxemira, o mundo não saberá", afirmou o primeiro-ministro, acrescentando que a disputa pela região cria "um potencial que dois países nucleares armados possam ficar cara a cara".

    "É a hora do mundo agir, antes que isso vá longe demais, porque é a primeira vez após a crise [de mísseis] cubana que dois países com armas nucleares" poderiam se desafiar no cenário mundial, prosseguiu.

    Índia e Paquistão travaram duas guerras pela Caxemira, uma em 1947, logo após a divisão da Índia, e outra em 1965. O Paquistão atualmente controla uma faixa do território em sua extremidade ocidental.

    Muçulmanos protestan na Caxemira contra medidas da Índia na região. Foto de 12 de agosto de 2019.
    © AP Photo / Dar Yasin
    Muçulmanos protestan na Caxemira contra medidas da Índia na região. Foto de 12 de agosto de 2019.

    Em agosto, o governo indiano revogou o status autônomo especial da Caxemira, despachando milhares de soldados para a região em preparação à agitação que era esperada após a decisão. Enquanto muitos observadores deram o alarme sobre possíveis abusos da maioria muçulmana da Caxemira, Nova Déli argumenta que a medida foi necessária para integrar totalmente a região na Índia e promover o desenvolvimento econômico.

    O primeiro-ministro indiano Narendra Modi comemorou a decisão como "histórica", argumentando que reduziria a corrupção e o "nepotismo" locais e permitiria que os habitantes locais "elegessem [seus] representantes de maneira transparente".

    Islamabad e Nova Déli trocam farpas cada vez mais duras desde a tentativa de rescindir o status especial da região, com a Índia acusando seu rival de apoiar grupos terroristas na área, enquanto o Paquistão criticou a Índia por uma "repressão" contra os muçulmanos da Caxemira e por violar sua parte do território.

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    Tags:
    segurança, defesa, terrorismo, ONU, Caxemira, relações bilaterais, diplomacia, armas nucleares, Narendra Modi, Imran Khan, Índia, Paquistão
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