18:21 12 Novembro 2019
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    Shinzo Abe, primeiro-ministro do Japão, discursando na 74ª Assembleia Geral das Nações Unidas

    Premiê do Japão defende reforma estrutural do Conselho de Segurança da ONU

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    O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, disse nesta terça-feira, em discurso na 74ª Assembleia Geral das Nações Unidas, que tanto o Conselho de Segurança (CSNU) quanto a ONU como um todo precisam de reformas.

    Sobre o Conselho de Segurança, mais especificamente, o premiê japonês afirmou que uma reforma estrutural "é absolutamente imperativa" e deveria ocorrer o mais breve possível.

    "Nosso objetivo é a realização antecipada de tal reforma. Além disso, o Japão está de pé nas eleições de 2022, recebendo novamente o apoio de vários países que desejamos servir como membro não permanente do Conselho de Segurança e envidar nossos melhores esforços rumo à realização dos princípios da ONU", disse Abe, que também defendeu a normalização das relações com a Coreia do Norte

    ​Shinzo Abe, do Japão, determinado a encontrar Kim Jong-un, normalizar as relações com a Coreia do Norte.

    O CSNU conta com cinco membros permanentes — China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos —, todos com poder de veto, além de 10 membros não permanentes. No entanto, há anos, líderes de vários países vêm defendendo que a instituição precisa passar por uma ampla reforma a fim de refletir a atual ordem mundial.

    Em julho passado, a então presidente da Assembleia Geral da ONU, María Fernanda Espinosa Garcés, expressou esperanças de que uma resolução referente à reforma do Conselho de Segurança da ONU seja adotada ainda neste ano. Na ocasião, falando em uma sessão do clube Valdai, Espinosa enfatizou que o CSNU deveria ser reformado para melhorar a comunicação entre os membros da organização e a coordenação entre seus órgãos.

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    Conselho de Segurança da ONU, Organização das Nações Unidas, Nações Unidas, ONU, Shinzo Abe, Assembleia Geral da ONU, Nova York, EUA, Coreia do Norte, Japão
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