15:01 18 Setembro 2019
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    Duterte testa os armamentos

    'Atirem, mas não matem': Duterte pede 'ajuda' dos filipinos contra funcionários corruptos

    © Foto / REUTERS/Romeo Ranoco
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    O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, convidou os cidadãos a atirar, mas não a matar, qualquer funcionário público que testemunhassem recebendo propinas, prometendo imunidade ao atirador, desde que o burocrata corrupto sobrevivesse.

    A "ordem" presidencial pouco ortodoxa também pediu aos filipinos que espancassem funcionários corruptos que encontrarem, informou o jornal Manila Bulletin, apesar das prováveis consequências desastrosas para a lei e a ordem.

    "Se você pagar um imposto, uma taxa ou obter um certificado, e os funcionários pedirem suborno, bata neles. Se você tem armas, pode atirar neles, mas não os mate, porque durante o processo você pode não receber perdão", declarou Duterte.

    Ele acrescentou que aqueles que aceitem a oferta "não serão enviados para a prisão, mas somente serão seriamente punidos fisicamente".

    O presidente filipino é conhecido por seus comentários polêmicos e piadas de humor negro, mas também pelos seus planos concretos, como a violenta guerra às drogas que tem sido repetidamente criticada por grupos de direitos humanos, pela ONU e pela comunidade internacional em geral.

    Em janeiro de 2019, estima-se que cerca de 5.000 pessoas tenham sido mortas na guerra às drogas, embora grupos de direitos humanos afirmem que o número pode ser mais que o dobro.

    Embora Duterte, ex-prefeito e promotor, tenha cuidado de distinguir sinais de gratidão de subornos, o vice-presidente Leni Robredo e o senador Panfilo Lacson alertaram que essa "prática de presentear pode gerar corrupção na polícia".

    Em resposta, Duterte aconselhou seus críticos a melhorar a lei.

    "Você pode aceitar presentes [...] eu estava usando as palavras da lei. É encontrado nas práticas antifraude e anticorrupção", rebateu Duterte.

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    Tags:
    corrupção, atiradores, violência, narcotráfico, tráfico de drogas, guerra, Rodrigo Duterte, Filipinas
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