16:24 07 Dezembro 2019
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    Destróier USS Wayne E. Meyer, da classe Arleigh Burke, no mar do Sul da China (foto de arquivo)

    EUA são advertidos pela China para evitarem 'incidentes inesperados' em região disputada

    © REUTERS / Danny Kelley/Cortesia da Marinha dos EUA
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    Um porta-voz do Exército Popular de Libertação (PLA) advertiu que as "provocações" dos EUA no mar do Sul da China poderiam resultar em "incidentes inesperados".

    O destróier norte-americano de mísseis guiados USS Wayne E. Meyer, de classe Arleigh Burke, passou a 22 quilômetros dos recifes Fiery Cross e Mischief, as duas maiores ilhas que a China construiu como postos avançados no arquipélago Spratly, território disputado por diversos países do sudeste asiático.

    Uma porta-voz da 7ª Frota dos EUA informou que foi uma das chamadas operações de liberdade de navegação em resposta às "reivindicações excessivas" de Pequim no mar do Sul da China.

    "Advertimos a parte norte-americana a parar imediatamente esse tipo de ações provocativas para evitar que haja incidentes inesperados", comentou o coronel Li Huamin.

    Segundo o jornal South China Morning Post, o coronel acusou os EUA de ignorar as leis internacionais e afirmou que foram tomadas "todas as medidas necessárias para defender com determinação a soberania e a segurança nacional e preservar firmemente a paz e a estabilidade no mar do Sul da China".

    Ilhas disputadas

    Pequim reivindica o direito de construir instalações militares no arquipélago de Spratly, uma centena de ilhéus e recifes espalhados em uma área de mais de 400 mil quilômetros quadrados.

    O arquipélago é objeto de disputa entre China, Filipinas, Malásia, Taiwan e Vietnã que ocuparam algumas ilhas e reivindicam partes ou a totalidade do território. Além dos países citados, Brunei também tem estado presente em alguns recifes, contudo, não os reclamou de maneira formal.

    Caça estadunidense decola do porta-aviões USS Ronald Reagan para patrulhar águas internacionais perto do mar do sul da China
    © AP Photo / Bullit Marquez
    Caça estadunidense decola do porta-aviões USS Ronald Reagan para patrulhar águas internacionais perto do mar do sul da China

    O Tribunal Permanente de Arbitragem de Haia decidiu, em julho de 2016, que não há base legal para as reivindicações apresentadas por Pequim na região compreendida dentro da "linha de nove pontos" no mar do Sul da China.

    Além disso, ele determinou que Spratly não são ilhas e não constituem uma zona econômica exclusiva, porém a China respondeu que não reconhece a determinação de Haia.

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    Tags:
    disputa, ilhas, destróier, navio, EUA, China
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