10:31 21 Maio 2019
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    Líder norte-coreano, Kim Jong-un, e o presidente estadunidense, Donald Trump, posam para os fotógrafos após a assinatura do documento conjunto na cúpula histórica em Singapura, em 12 de junho de 2018

    EUA indicam manutenção de sanções às vésperas de encontro entre Trump e Kim

    © AP Photo / Susan Walsh
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    Os EUA não estão prontos para suspender quaisquer sanções contra a Coreia do Norte, anunciou o Departamento de Estado, assim como o presidente Donald Trump disse que está "sem pressa" para buscar um compromisso antes de sua "emocionante" cúpula com Kim Jong-un na próxima semana.

    "Temos sido claros sobre sanções. Essas são as sanções do mundo e isso é algo […] que continuará a ser mantido até que tenhamos alcançado o resultado final da desnuclearização completa e finalmente confirmada", declarou a repórteres o porta-voz do Departamento de Estado, Robert Palladino.

    Apesar das negociações muito elogiadas, parece que as sanções vão permanecer indefinidamente, como o próprio Trump confessou estar "sem pressa" para chegar a qualquer compromisso.

    "Não há testes. Enquanto não houver testes, não tenho pressa. Se houver testes, esse é outro acordo", disse ele no Salão Oval na terça-feira. "Eu gostaria apenas de ver a desnuclearização da Coreia do Norte".

    O líder norte-americano repetidamente elogiou a si mesmo por "evitar" uma guerra com Pyongyang, tudo graças a sua política de pressão máxima de sanções econômicas e isolamento diplomático, misturada com retórica e ameaças extremamente agressivas em relação à Coreia do Norte.

    Depois de sua primeira reunião frente a frente em Singapura em junho passado, depois de uma histórica cúpula inter-coreana e das conversas de Kim com Xi Jinping na China, os líderes norte-americanos e norte-coreanos concordaram em trabalhar para a desnuclearização da península em troca do alívio de sanções e garantias de segurança.

    Embora Pyongyang tenha parado de testar mísseis balísticos ou bombas nucleares, os americanos continuam insistindo que o programa nuclear do país deve ser totalmente desmantelado antes que eles cumpram sua parte do acordo.

    Com o progresso estagnado desde a primeira cúpula, o representante especial dos EUA, Stephen Biegun, viajou para Hanói, no Vietnã, na terça-feira, tentando descobrir "resultados concretos" de última hora que podem ser apresentados à comunidade internacional como mais uma vitória exemplar de Trump na política estrangeira.

    "Eu acho que a próxima semana vai ser muito emocionante", afirmou Trump, sem elaborar. "Eu acho que muitas coisas vão sair disso".

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    Tags:
    sanções, diplomacia, desnuclearização, armas nucleares, Departamento de Estado dos EUA, Pentágono, Stephen Biegun, Robert Palladino, Kim Jong-un, Donald Trump, Vietnã, Singapura, Estados Unidos, Coreia do Norte
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