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    Rússia reforça aliança de energia com a China

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    A Rússia considera muito mais importante forjar uma aliança de cooperação energética com a China para atender aos interesses de ambos os lados e proteger redes de energia, disse Andrey Denisov, embaixador da Rússia na China, em uma entrevista coletiva nesta quarta-feira.

    Como grande consumidora de produtos energéticos, a China compra petróleo e gás natural liquefeito (GNL) e a Rússia é uma importante fornecedora desses produtos, de modo que uma união entre os dois países ajudará a estabelecer relações de energia segura, disse Denisov durante a conferência em Pequim.

    Os dois países viram progressos significativos no reforço das relações bilaterais em 2018, e "este vínculo especial poderia nos permitir resolver todos os problemas", de aumento da pressão externa, observou Denisov.

    O volume de comércio bilateral ultrapassou US $ 97 bilhões de janeiro a novembro, um aumento de 28% em um ano. A expectativa é que a cifra chegue aos US$ 100 bilhões. Desde 1º de janeiro deste ano, uma segunda linha do oleoduto China-Rússia começou a operar, com um volume total de 30 milhões de toneladas por ano.

    A China e a Rússia estão sendo empurradas para uma parceria de energia por fatores econômicos, já que a Rússia é um gigante de recursos e os chineses aumentaram rapidamente o consumo de energia nos últimos anos. "Melhorar essa parceria com a China é uma estratégia de longo prazo para o governo russo", disse Li Li, diretora de pesquisa da empresa de pesquisa e consultoria ICIS China, de Xangai, ao jornal Global Times.

    "Essa união foi impulsionada pelo mercado, já que empresas de energia russas e chinesas viram os negócios crescerem à medida que a oferta atendeu à demanda", disse.

    Outros projetos importantes em seus elos de energia incluem o projeto Arctic LNG da Novatek. A terceira fase foi finalizada com uma capacidade total de 16,5 milhões de toneladas.

    No verão de 2018, o primeiro carregamento de GNL foi feito do porto russo de Sabetta, lar do projeto Yamal LNG no Ártico russo, para o porto chinês de Rudong, na província de Jiangsu, no leste da China.

    Enquanto isso, a rota oriental para as exportações de gás da Rússia para a China será finalizada no próximo ano, e as entregas de gás natural começarão em 20 de dezembro de 2019. "Será a maior cooperação energética em termos de escala e entregará 38 bilhões de metros cúbicos de gás natural por ano", afirmou o embaixador.

    A China e a Rússia têm negociado bilateralmente usando yuan e rublo, mas cerca de 15% do comércio estabelecido nas moedas estava em setores como agricultura e maquinaria, observou Denisov. "Esperamos que este mecanismo de pagamento possa ser estendido a outras indústrias, por exemplo, o setor de energia", disse ele.

    Tags:
    Novatek, Global Times, ICIS China, Andrei Denisov, Jiangsu, Ártico, Rússia, Pequim, China
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