07:43 10 Dezembro 2018
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    A bandeira da República Popular da China e as Estrelas e Listras dos Estados Unidos tremulam pela Avenida da Pensilvânia, perto do Capitólio dos EUA, durante a visita de Estado do presidente chinês, Hu Jintao em 18 de janeiro de 2011 (foto de arquivo).

    Fim da guerra? China se diz 'confiante' por acordo comercial com os EUA em 90 dias

    © REUTERS / Hyungwon Kang
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    A China fechar um acordo comercial com os EUA dentro de três meses, anunciou nesta quinta-feira o Ministério do Comércio da China em seu primeiro comentário sobre as negociações comerciais entre EUA e China desde que os presidentes Xi e Trump se reuniram na Argentina.

    "Estamos confiantes em chegar a um acordo [com os EUA] nos próximos 90 dias", declarou o porta-voz do Ministério do Comércio da China, Gao Feng, em uma entrevista semanal na quinta-feira.

    O funcionário chinês acrescentou que os dois lados estão se comunicando e cooperando desde que os líderes dos dois países, o presidente dos EUA, Donald Trump, e o chinês Xi Jinping, se reuniram na cúpula do G20 em Buenos Aires, na Argentina, no fim de semana.

    Trump concordou em adiar novos aumentos de tarifas durante conversas entre Washington e Pequim como parte do cessar-fogo da guerra comercial de 90 dias. O Ministério do Comércio disse que a China "implementará imediatamente o consenso alcançado pelos dois lados sobre produtos agrícolas, carros e energia".

    Autoridades americanas e chinesas também estão planejando discutir proteção à propriedade intelectual, cooperação técnica, acesso a mercados e sua balança comercial, acrescentou Gao.

    A última declaração vem depois da prisão de uma executiva sênior da gigante chinesa de telecomunicações Huawei, no Canadá, a pedido de Washington. Meng Wanzhou, diretora financeira da Huawei e filha do fundador da empresa, é suspeita de violar o embargo comercial contra o Irã e agora enfrenta extradição para os EUA.

    A China manifestou um forte protesto contra a prisão e exigiu explicações de Ottawa e Washington. O Ministério de Relações Exteriores da China disse que os países "devem esclarecer as razões da detenção e liberar imediatamente Meng".

    A prisão provocou temores entre os investidores de que a guerra comercial EUA-China só poderá aumentar. As principais bolsas de valores da Ásia despencaram depois das notícias, com o índice Shanghai Composite Index perdendo 1,3% e o Hang Seng de Hong Kong caindo 2,52%.

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    Tags:
    economia, comércio, tarifas, guerra comercial, acordo comercial, Huawei, Meng Wanzhou, Xi Jinping, Donald Trump, Gao Feng, Canadá, Estados Unidos, China
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