00:56 10 Agosto 2020
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    O incidente perigoso de aproximação de um navio da Marinha da China e outro dos EUA no mar do Sul da China não foi ocasional. Cada parte queria afirmar a sua posição na disputa territorial, opina o especialista Grigory Yarygin.

    "Os militares sabem onde estão os navios por meio de satélites e dispositivos de radiolocalização. Isso visou demonstrar que os interesses estratégico-militares dos EUA não desaparecem apesar da mudança de administração e outros problemas", comentou à RT o especialista em assuntos dos EUA Grigory Yarygin, professor da Universidade de São Petersburgo,

    Ele sublinhou que nenhuma parte tinha planejado uma colisão, mas queria mostrar "no nível tático e estratégico" sua firmeza de defender a sua posição.

    Anteriormente, o porta-voz da Frota do Pacífico dos Estados Unidos, Charles Brown, declarou ter havido uma aproximação perigosa do destróier do Exército Popular de Libertação da China e do navio de guerra norte-americano, que cumpria a missão de "garantir a liberdade de navegação" perto das ilhas em disputa no mar do Sul da China.

    Em resposta, o Ministério da Defesa da China anunciou que o destroier dos EUA entrou nas águas perto da ilha Nanshan (Spratly) sem autorização. O navio chinês, de acordo com as leis e regras, verificou a que país pertencia a embarcação e avisou sobre a necessidade de deixar as águas.

    Algumas zonas no mar do Sul da China e no mar da China Oriental são disputadas por países como o China, Filipinas, Japão e Vietnã. Os navios norte-americanos permanecem na região com a missão de "garantir a liberdade de navegação".

    Washington acusa Pequim de construção de ilhas artificiais e ampliação por sua conta de suas águas territoriais. A China, por sua vez, refuta essas declarações e indica as tentativas dos EUA de agravarem a situação no Círculo do Pacífico.

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    Tags:
    liberdade de navegação, aproximação, disputa territorial, navio de guerra, Frota do Pacífico, Marinha da China, Mar do Sul da China, China, EUA
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