06:15 22 Outubro 2018
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    Construções danificadas por ataques aéreos no Iêmen, na província de Saada

    Austrália é pressionada para suspender envio de armas para a Arábia Saudita

    © REUTERS / Stringer
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    Três organizações internacionais de defesa dos direitos humanos enviaram uma carta aos ministérios da Defesa e das Relações Exteriores da Austrália pedindo que o país pare de exportar armas para a Arábia Saudita até que Riad interrompa os ataques que já deixaram milhares de mortos no Iêmen.

    "O governo australiano deve deixar de fornecer bens militares à Arábia Saudita até que esta suspenda os ataques aéreos ilegais e outros ataques ilegais e investigue com credibilidade alegados crimes de guerra", disse na quinta-feira um comunicado divulgado pela Human Rights Watch (HRW).

    A carta, assinada pela HRW, pela Save the Children e a Anistia Internacional, diz que a Austrália já admitiu querer se tornar um dos principais fornecedores de armamentos no mundo, mas precisa encontrar uma forma de garantir que esses produtos não sejam utilizados em ações que violem os direitos humanos. 

    Ontem, o governo do Iêmen decidiu encerrar o mandato de uma agência de direitos humanos da ONU após a publicação de um relatório acusando os aliados do país no Golfo de estarem por trás da maior parte das mortes de civis na guerra iemenita. De acordo com os investigadores a coalizão militar liderada pela Arábia Saudita, teria feito pouquíssimo esforço para minimizar as baixas de inocentes, lançando bombardeios contra áreas residenciais, casamentos e hospitais. 

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    Tags:
    guerra, armamentos, armas, ONU, Anistia Internacional, Save The Children, Human Rights Watch, Iêmen, Arábia Saudita, Austrália
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