20:12 09 Dezembro 2018
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    China usa Linkedin para recrutar espiões nos EUA, diz agente norte-americano

    © AP Photo / Ted S. Warren
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    As agências de espionagem chinesas estão utilizando contas falsas na rede social Linkedin para recrutar norte-americanos com acesso a segredos comerciais e de governo, afirmou um ex-agente de inteligência dos EUA em entrevista nesta sexta-feira (31).

    Oficiais de inteligência e agentes de segurança dos EUA alertaram a empresa sobre uma campanha "super agressiva", que envolve contatar milhares de norte-americanos de cada vez, disse à Reuters em entrevista exclusiva o diretor do Centro Nacional de Segurança e Contrainteligência dos EUA, William Evanina.

    O oficial não revelou se há informações em relação ao sucesso dos esforços da China, assim como não revelou quantas pessoas teriam sido contatadas pela inteligência do país asiático.

    Porém, Evanina identificou uma pessoa que ele afirmou ter sido recrutada através do esforço chinês, Kevin Mallory, um oficial da CIA aposentado, que foi declarado culpado em junho por conspiração e espionagem para a China.

    Evanina disse à Reuters que Mallory foi contatado por espiões chineses através do Linkedin em 2017, antes de ter acordado a venda de segredos de defesa dos EUA aos chineses.

    Ele ainda apontou que o Linkedin deveria seguir medidas similares às do Twitter e o Facebook, que recentemente agiram para excluir contas supostamente utilizadas por inteligências de outros países. Evanina ainda acusou a Rússia, o Irã e a Coreia do Norte de utilizarem o Linkedin para os mesmos fins.

    O chefe da área de segurança da rede social voltada para conexões de trabalho confirmou que os agentes de segurança dos EUA contataram a companhia sobre as alegações de espionagem. Ele afirmou que o Linkedin está fazendo tudo que está ao seu alcance para identificar indivíduos envolvidos e remover suas contas.

    O Ministério de Relações Exteriores da China foi ouvido pela Reuters e afirmou que as acusações de Evanina são "completamente absurdas" e baseadas em motivos não declarados.

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