21:52 06 Junho 2020
Ouvir Rádio
    Ásia e Oceania
    URL curta
    4 0 0
    Nos siga no

    Pequim pede a Washington que respeite o direito de outros países em determinar suas políticas e moderar sua "hegemonia de grande potência", disse o porta-voz da chancelaria chinesa, Lu Kang comentando o comunicado da Casa Branca, acusando El Salvador de estabelecer relações diplomáticas com a China.

    "El Salvador estabeleceu relações diplomáticas com a China com base no princípio 'uma só China', que corresponde às normas básicas de direito internacional e relações internacionais, bem como os interesses fundamentais dos povos dos dois países. A China acredita que os países devem respeitar o direito dos outros em determinar suas políticas domésticas e estrangeiras e cessar sua hegemonia de grande potência", disse Lu Kang em um briefing diário.

    Ele então pediu especificamente aos Estados Unidos que reconhecessem objetivamente o estabelecimento de relações diplomáticas entre os dois países.

    "Os países não estão fazendo declarações irresponsáveis ​​interferindo nos assuntos internos de El Salvador? Afinal, não são necessárias palavras para explicar quem interfere na região politicamente", observou o diplomata chinês.

    Ele lembrou que, antes de 21 de agosto, a China estabeleceu relações diplomáticas com 25 estados dos dois continentes americanos, incluindo os próprios Estados Unidos.

    "Não teve consequências negativas, mas promoveu ativamente o desenvolvimento e a segurança regionais. Depois de 21 de agosto, a China tem agora relações com 26 países da América, por que isso pode afetar a segurança e o desenvolvimento na região?" Lu Kang disse.

    Em 21 de agosto, El Salvador estabeleceu relações diplomáticas com a China depois de romper laços oficiais com Taiwan. Em resposta, Washington disse que a decisão das autoridades salvadorenhas solapou a situação econômica e de segurança de todo o continente americano, foi adotada de maneira não transparente e teria conseqüências de décadas.

    El Salvador se tornou o terceiro país a romper relações com Taiwan nos últimos meses. A República Dominicana e Burkina Faso anunciaram suas decisões em 1º de maio e 24 de maio, respectivamente. No momento, apenas 17 estados mantêm relações oficiais com Taiwan.

    Tanques chineses (imagem ilustrativa)
    © REUTERS / Rafiqur Rahman
    As relações oficiais entre as autoridades centrais chinesas e Taiwan cessaram em 1949, quando o governo do Kuomintang, liderado por Chiang Kai-shek, fugiu para Taipei após ser derrotado pelo Partido Comunista Chinês, estabelecendo a República da China na ilha. Os contatos informais foram retomados em 1980. Pequim não reconhece a independência de Taiwan e afirma que a ilha faz parte da China. Taiwan também não reconhece o governo central em Pequim.

    O Ministério das Relações Exteriores da China tem repetidamente chamado a questão de Taiwan como "a mais sensível das relações bilaterais entre os Estados Unidos e a China".

    Tags:
    Ministério das Relações Exteriores da China, Kuomintang, Partido Comunista Chinês, Casa Branca, Chiang Kai-shek, Lu Kang, Taipei, Estados Unidos, El Salvador, República Dominicana, Burkina Faso, Pequim, China, Washington
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar