14:16 19 Outubro 2018
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    A bandeira da República Popular da China e as Estrelas e Listras dos Estados Unidos tremulam pela Avenida da Pensilvânia, perto do Capitólio dos EUA, durante a visita de Estado do presidente chinês, Hu Jintao em 18 de janeiro de 2011 (foto de arquivo).

    China qualifica orçamento militar dos EUA como interferência em seus assuntos internos

    © REUTERS / Hyungwon Kang
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    O Ministério da Defesa chinês qualificou o projeto orçamental dos EUA como interferência nos assuntos internos da China. O ministério indicou também que Washington exagera o nível de confrontação entre os dois países.

    "O conteúdo desta lei [orçamento de defesa] está repleto de mentalidade da Guerra Fria, exagerando o nível do confronto sino-americano e representando uma interferência nos assuntos internos da China, bem como a violação do princípio da China única e dos três comunicados conjuntos sino-americanos, mina a atmosfera de desenvolvimento das relações ao nível das forças armadas, além de prejudicar o entendimento e a colaboração mútuos entre os dois países", frisou. 

    Anteriormente, Pequim expressou seu profundo descontentamento com a aprovação do orçamento militar dos EUA para 2019, que contém um contexto negativo em relação à China.

    "A parte chinesa expressou repetidamente seu posicionamento sobre esse assunto e a comunicou à parte norte-americana. Nós expressamos nossa forte insatisfação com o fato de os Estados Unidos, apesar dos protestos da China, terem adotado e assinado o Ato de Autorização de Defesa Nacional, que contém linguagem negativa em relação à China", afirmou o porta-voz da chancelaria chinesa, Lu Kang.

    Na segunda-feira (13), o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou o orçamento de defesa do país para 2019, no valor de US$ 716 bilhões (R$ 2,7 trilhões), o que é 3% mais do que o orçamento para 2018. Conforme a lei adotada, os EUA qualificam a China, junto com o Irã, a Rússia e a Coreia do Norte, como seus adversários, inclusive no ciberespaço. A lei também prevê medidas para desenvolvimento das capacidades dos EUA de realizarem "um ataque rápido com armas convencionais", o que é justificado pelo desenvolvimento de armas hipersônicas na Rússia e na China.

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    Tags:
    defesa, relações bilaterais, orçamento, China, EUA
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