21:31 20 Novembro 2018
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    Congresso do Partido Comunista da China (foto de arquivo)

    China estaria criando nova aliança contra EUA?

    © AP Photo / Mark Schiefelbein
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    A ajuda militar que a China propõe a este outro país asiático só vai aumentar, sublinhando a importância do gigante asiático como parceiro fiel no âmbito de segurança.

    A China transferiu para as Filipinas quatro barcos de 12 metros e 30 lança-foguetes. Embora a ajuda militar da China seja realizada em pequenas quantidades, a importância da China para as Filipinas como parceiro de segurança só tende a aumentar no futuro. Segundo especialistas, trata-se de uma troca facilitada já que Pequim não interfere nos assuntos internos de outros países.

    Ainda antes de ser eleito presidente filipino, Rodrigo Duterte executou gestos conciliadores em várias ocasiões a fim de solucionar as disputas territoriais entre China e Filipinas. Tudo isso foi escutado em Pequim. Com os esforços de ambas as partes, encontrou-se uma base pragmática para a cooperação. Desviar a atenção de um velho aliado, EUA, para melhorar as relações entre as Filipinas e a China se tornou uma das caraterísticas da nova diplomacia de Duterte.

    Um fator importante no fortalecimento dos laços com Pequim é que as autoridades filipinas estão seriamente comprometidas a retirar do campo de defesa e segurança a dependência a Washington.

    Quais seriam as perspectivas de cooperação entre os dois países no âmbito de segurança? Em entrevista à Sputnik China, o especialista do Instituto de Assuntos Internacionais da China, Shen Shishun, assinalou que "depois de os chefes de Estados terem alcançado através do diálogo um importante consenso sobre o mar do Sul da China, os países entraram em uma etapa prática". Segundo o analista, isso também engloba a cooperação militar e de segurança.

    Ao longo de sua carreira política, Duterte pôde ter entendido que o gigante asiático é um parceiro sincero e confiável, destacou Shen Shishun. Ao fornecer assistência, a China não apresenta condições políticas, por isso o líder filipino confia mais em Pequim.

    "A cooperação sino-filipina nunca foi dirigida contra terceiros países. Quanto às relações entre Filipinas e EUA, Washington teve uma influência considerável nas Filipinas. A assistência de ambos os Estados a Manila tem uma natureza diferente. É impossível igualá-las [assistências de EUA e China], porque a assistência dos EUA sempre foi acompanhada com certas condições", ressaltou o analista.

    De acordo com o especialista, a ajuda norte-americana sempre é dirigida contra terceiros países, e os seus exercícios militares somente minam a estabilidade regional.

    Segundo Shen Shishun, os EUA usaram as Filipinas como o seu peão para exacerbar a situação na região do mar do Sul da China. Ao observar o desenvolvimento exitoso dos mecanismos de cooperação entre a China e os países da Associação de Nações do Sudeste Asiático, Washington incentivou o Vietnã, Filipinas e Malásia a enfraquecer a estabilidade na região.

    Em qualquer caso, apontou que a "China espera que as relações entre as Filipinas e EUA se desenvolvam em uma direção positiva com o fortalecimento da confiança política. A China também espera que os EUA desempenhem um papel mais positivo e construtivo na região".

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    Tags:
    assistência, interferência, cooperação, segurança, Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), Rodrigo Duterte, Filipinas, China, EUA
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