12:32 14 Agosto 2018
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    O líder norte-coreano Kim Jong-un, à direita, fala com o presidente sul-coreano Moon Jae-in na vila fronteiriça de Panmunjom na Zona Desmilitarizada.

    Pyongyang estaria 'frustrada' por demora na assinatura de Tratado de Paz com Coreia do Sul

    © AP Photo / Korea Summit Press Pool
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    As Coreias do Sul e do Norte estão legalmente em guerra desde 1950, já que nenhuma das partes assinou um tratado de paz. O acordo de armistício coreano de 1953, no entanto, previa a suspensão de hostilidades abertas e uma linha fixa de demarcação com uma zona-tampão.

    Em uma entrevista para o South China Morning Post, o presidente do Conselho Coreano para Reconciliação e Cooperação, Kim Hong-gul disse que Pyongyang expressou seu desapontamento com a demora para assinar a declaração oficial para acabar oficialmente com a Guerra da Coreia.

    "As autoridades norte-coreanas disseram que estão frustradas com o atraso e perguntaram se há uma razão válida para esse progresso lento", disse ele, citando a posição de Pyongyang após fazer concessões significativas a Seul e esperado ações recíprocas em troca.

    Kim também disse que a Coreia do Norte inicialmente queria um tratado de paz, mas "agora estão pedindo uma declaração de fim de guerra" para acelerar o processo de desnuclearização na Península Coreana.

    Em maio, o serviço de imprensa do gabinete presidencial sul-coreano informou que a China e a Coreia do Sul cooperariam estreitamente para chegar a um tratado de paz permanente entre Seul e Pyongyang.

    Durante negociações de alto nível entre o presidente sul-coreano Moon Jae-in e seu homólogo norte-coreano, Kim Jong-un, ambos lados prometeram trabalhar juntos até o fim de 2018 para encerrar oficialmente a Guerra da Coreia. Até hoje há apenas um armistício, assinado em 1953 o que deixa as duas porções da península tecnicamente guerra até hoje.

    O documento estipula que Seul e Pyongyang devem conseguir isso por meio de conversas trilaterais entre o Norte, o Sul e os EUA, ou conversas entre quatro países, incluindo a China.

    Fim da Guerra da Coriea

    No início de abril, o presidente sul-coreano, Moon Jae-in afirmou acreditar que  "devemos acabar com o armistício que durou 65 anos e avançar para a assinatura de um tratado de paz através da declaração do fim da guerra".

    Sua fala foi ecoada pelo conselheiro de segurança sul-coreano Chung Eui-yong. Em declaração à imprensa, o oficial afirmou que Seul considerava assinar um potencial tratado de paz com o Norte se Pyongyang desistisse de suas armas nucleares.

    "Estamos examinando a possibilidade de substituir o acordo de armistício coreano por um tratado de paz", ressaltou.

    Após a cúpula de 12 de junho entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump e Kim Jong-un, em Cingapura, os dois líderes assinaram um acordo que prevê a desmobilização da Coreia do Norte em troca do congelamento dos exercícios militares sul-coreanos.

    Pyongyang anunciou repetidamente que pretende substituir o armistício por um tratado de paz, enfatizando que o acordo de 1953 deveria ser uma medida transitória.

    Tags:
    Acordo de Armistício Coreano de 1953, Guerra da Coreia, Conselho Coreano para Reconciliação e Cooperação, South China Morning Post, Kim Hong-gul, Chung Eui-yong, Moon Jae-in, Donald Trump, Estados Unidos, Pyongyang, Cingapura, Seul, Coreia do Sul, Coreia do Norte
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