23:45 18 Setembro 2019
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    Combatentes do Talibã (foto de arquivo)

    EUA discorda do suposto apoio russo ao Talibã na luta contra o Daesh no Afeganistão

    © AP Photo / Allauddin Khan
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    Os Estados Unidos não concordam com a afirmação da Rússia de que o Talibã é uma força legítima que pode ser usada para combater o grupo terrorista Daesh dentro do Afeganistão, disse a secretária de Estado assistente dos EUA, Alice Wells, em depoimento no Congresso.

    Nesta quarta-feira, a porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, disse que não há base para as alegações dos EUA de que Moscou supostamente apoia o Talibã no Afeganistão.

    Mais cedo na quarta-feira, a agência de notícias Khaama citou o tenente-general Austin Scott Miller, o recém-nomeado comandante da missão EUA-OTAN no Afeganistão, dizendo que o Paquistão, Rússia e Irã apoiaram os combatentes do Talibã.

    "Nós vemos […] a Rússia adotando uma postura de que o Talibã é uma força legítima contra o Daesh", afirmou Wells aos legisladores nesta quarta-feira. "E nós não compramos isso como uma justificativa para o envolvimento com o Talibã".

    Segundo Wells, embora as políticas da Rússia não tenham sido úteis, Moscou e todos os vizinhos do Afeganistão deveriam apoiar um processo de paz.

    "Países como Irã e Rússia têm um papel importante a desempenhar na futura estabilização do Afeganistão. Os vizinhos do Afeganistão terão que apoiar qualquer processo de paz", declarou.

    O Talibã lançou seu primeiro grande ataque desde o recente cessar-fogo contra as forças do governo na quarta-feira. Pelo menos 30 soldados afegãos foram mortos durante uma ofensiva insurgente na província de Badghis.

    O tenente-general do Exército britânico Richard J. Cripwell, vice-comandante da missão Resolute Support, disse aos repórteres que eles estavam desapontados com a decisão do Talibã de retornar à guerra.

    O Talibã se recusou a estender o cessar-fogo que eles estabeleceram até 19 de junho para marcar o fim do Ramadã. Em 7 de junho, o presidente afegão, Ashraf Ghani, anunciou um cessar-fogo unilateral temporário para o período entre 11 e 19 de junho, mas instou o Talibã, em vão, a continuar com a cessação das hostilidades.

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    Tags:
    violência, jihadistas, muçulmanos, guerra, terrorismo, Daesh, Talibã, Ashraf Ghani, Richard J. Cripwell, Alice Wells, Austin Scott Miller, Maria Zakharova, Estados Unidos, Rússia, Afeganistão
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