19:29 09 Dezembro 2018
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    Donald Trump e Kim Jong-un em Singapura, em 12 de junho de 2018

    Kim 1x0 Trump: cúpula entre líderes ainda é alvo de discussão

    © REUTERS / Jonathan Ernst
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    A recente cúpula entre o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixou observadores, especialistas e governos coçando a cabeça e procurando por fatos por trás do flashs.

    Um documento assinado por ambos os líderes e divulgado após a cúpula de 12 de junho em Cingapura foi notável, segundo os observadores, pelo que não disse e pela decepcionante falta de detalhes e concessões da Coreia do Norte. 

    Embora ambos os lados tenham se comprometido a "construir um regime de paz duradouro e estável na península coreana", há pouco de concreto no texto. Não há prazos ou termos definidos. 

    No passado, as condições de Pyongyang para abrir mão de suas armas nucleares incluíam não apenas a exigência de que Seul fizesse o mesmo, mas também a retirada completa de todos os ativos militares dos EUA da península coreana. Não há indícios de que essas condições tenham mudado.

    Muitos sugeriram que a cúpula cumpriu muito pouco em termos de resultados reais.

    "Se Hillary Clinton fosse presidente dos Estados Unidos e tivesse chegado ao acordo de ontem, Donald Trump a teria atacado justamente por uma desnuclearização 'falsa'", afirmou o especialista político coreano Yoichi Funabashi, ex-editor do jornal Asahi Shimbun, de acordo com a revista The Economist. 

    "A palavra 'desnuclearização' [como usada no texto do documento oficial da cúpula] é tão elusiva que não significa nada", destacou Funabashi.

    Kim em certo momento durante a cúpula observou a Trump que a pompa em torno do evento poderia servir como o enredo de "uma fantasia", de acardo com o jornal The Guardian.

    A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que cerca de 120.000 cidadãos norte-coreanos estão detidos em campos de trabalho forçados e um sem número de crianças têm alimentação deficitária. 

    Apesar das várias sanções da ONU contra Pyongyang, a Casa Branca deixou no ar a possibilidade de Kim participar da Assembléia Geral da ONU em Nova York neste ano. 

    Trump também não descartou a possibilidade de Kim Jong-un ser recebido na Casa Branca em breve.

    Mas para aliados dos EUA, como o Japão, talvez o mais preocupante seja a retirada dos ativos militares de Washington da região asiática. 

    O presidente estadunidense surpreendeu quando classificou os exercícios militares que costuma realizar com a Coreia do Sul na região como "provocativos", um termo que costuma ser usado pela própria Coreia do Norte e pela China. 

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    Tags:
    Kim Jong-un, Donald Trump, Coreia do Norte, Estados Unidos
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