13:38 19 Novembro 2018
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    Bandeira nacional da Síria em um edifício danificado na cidade de Al-Zabadani, Síria

    China está pronta para se tornar força motriz na reconstrução da Síria

    © AP Photo / Hassan Ammar
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    O enviado especial chinês à Síria sublinhou que são necessários pelo menos US$ 260 bilhões (R$ 899 bilhões) para restaurar o país árabe devastado pela guerra, uma tarefa que, segundo ele, só pode ser cumprida através dos esforços combinados de toda a comunidade internacional.

    Em uma coletiva de imprensa na embaixada da China em Moscou, Xie Xiaoyan, enviado especial do governo chinês para a questão síria, sinalizou a disposição de Pequim de "fazer o melhor" para contribuir para que os sírios voltem à vida normal.

    "Muitas pessoas morreram, milhões perderam suas casas ou se tornaram refugiados, e todos precisam de ajuda humanitária. Como membro do Conselho de Segurança da ONU, a China sempre prestou atenção ao fornecimento de assistência humanitária tanto a cidadãos sírios como a refugiados na forma de bens, remédios, comida e dinheiro", ressaltou Xie.

    Xie acredita que a restauração total da Síria vá custar cerca de 260 bilhões de dólares, ou seja, 899 bilhões de reais.

    "A China está pronta para se tornar uma força motriz neste processo e envolver suas empresas no trabalho de restauração na Síria assim que a situação de segurança melhorar. Além da China e da Rússia, os países da região também devem participar do processo, porque somente juntos poderemos restaurar a Síria", concluiu Xie.

    A guerra civil na Síria já tem durado cerca de seis anos, com tropas do governo lutando contra numerosas facções da oposição e organizações terroristas como a Frente al-Nusra e o Daesh (grupos terroristas proibidos na Rússia e em outros países).

    A Rússia iniciou operação militar na Síria no final de setembro de 2015, a pedido do presidente Bashar Assad, para combater os militantes terroristas. Nos últimos dois anos, um grupo da Força Aeroespacial da Rússia realizou centenas de ataques aéreos, ajudando a libertar mais de 90% do território controlado pelo Daesh.

    De acordo com o Ministério da Defesa da Rússia, mais de 54 mil terroristas foram mortos durante operações conjuntas na Síria. A Rússia continua a ajudar os civis sírios, fornecendo toneladas de ajuda humanitária, bem como apoio médico ao país árabe diariamente.

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    Tags:
    restauração, assistência humanitária, Conselho de Segurança da ONU, Xie Xiaoyan, Pequim, Síria, China, Rússia
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