01:36 22 Abril 2018
Ouvir Rádio
    Lançamento de míssil na China (arquivo)

    Mídia: China testa com êxito míssil aerobalístico

    © AP Photo / Wu Dengfeng
    Ásia e Oceania
    URL curta
    8381

    A força de mísseis do Exército de Libertação do Povo da China realizou secretamente uma série de testes aéreos de um míssil balístico, análogo da arma hipersônica russa Kinzhal, informou a edição The Diplomat, com referência a uma fonte no governo norte-americano.

    Os primeiros testes do míssil balístico, denominado CH-AS-X-13 pela inteligência norte-americana, foram realizados no fim do 2016, enquanto os últimos tiveram lugar no início de 2018.

    Durante os dois últimos testes, o míssil foi lançado de uma cópia licenciada do bombardeiro estratégico soviético Tu-16, com tecnologia de reabastecimento em voo.

    Uma vez que o avião tem um raio de alcance de cerca de 6.000 quilômetros e o CH-AS-X-13 (um projétil de duas etapas, que funciona a combustível sólido) possui um alcance de até 3.000 quilômetros, há a possibilidade de o míssil poder atingir os EUA.

    Segundo a fonte, Washington prevê que o novo míssil chinês estará pronto para deslocamento até 2025.

    The Diplomat sublinhou que hoje em dia, além da China, os mísseis balísticos lançados a partir de aeronaves foram desenvolvidos na Rússia. Trata-se do míssil hipersônico Kinzhal que tem uma velocidade de cerca de 10 Mach (12.000 km/h), pode iludir todos os sistemas de defesa antiaérea existentes e pode transportar ogivas nucleares ou não nucleares a distâncias de até 2.000 quilômetros.

    Anteriormente, o vice-ministro da Defesa russo, Yuri Borisov, declarou que os mísseis hipersônicos do sistema Kinzhal que atualmente equipam os inovadores caças interceptores, são capazes de eliminar porta-aviões, destróieres e cruzadores.

    Mais:

    Houthis lançam míssil contra Guarda Nacional saudita
    Chegou a hora: Rússia deixará de utilizar míssil 'Satã'
    Tags:
    armas hipersônicas, míssil balístico, Kinzhal, Rússia, China
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik