02:10 23 Outubro 2018
Ouvir Rádio
    Tela de televisão mostrando presidente norte-americano Donald Trump e líder norte-coreano Kim Jong-un em Seul, Coreia do Sul

    Especialista sobre encontro de Trump e Kim: 'falar não significa chegar a um acordo'

    © AP Photo / Ahn Young-joon
    Ásia e Oceania
    URL curta
    631

    Mesmo se o encontro entre o líder dos EUA, Donald Trump, com seu homólogo da Coreia do Norte, Kim Jong-un seja possível, a chance de que os países chegarão a um acordo pacífico é extremamente pequena.

    Tal opinião foi expressa pelo funcionário do Instituto do Extremo Oriente da Academia de Ciências da Rússia, Konstantin Asmolov, que analisou os últimos eventos da situação em geral.

    Previamente, Kim Jong-un expressou a intenção de estabilizar as relações com os EUA durante a reunião com a delegação do Sul em Pyongyang e assinar o acordo de paz com os EUA, segundo revela o jornal sul-coreano Dong-A Ilbo.

    Antes, o líder norte-coreano propôs o encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump. Washington aceitou a proposta e declarou que a hora e o lugar das negociações serão negociados posteriormente.

    Encontro é possível

    "Não está claro como isso [o encontro] ocorrerá. É verdade que a cúpula pode acontecer, mas falar não significa chegar a um acordo". 

    O especialista indica que as "negociações devem resultar em algo significativo, pois se a cúpula fracassar, críticas cairão sobre Trump".

    Ao mesmo tempo, ele sublinhou que muitos fatores externos, como, por exemplo, os exercícios conjuntos realizados entre EUA e Coreia do Sul, também podem influenciar as negociações bilaterais.

    A chance não é grande

    Na opinião de Asmolov, é provável que o presidente dos EUA e da Coreia do Norte se encontrem, mas isso não significa que resultará em acordo de paz.

    "Existe alguma chance, mas acredito que é muito pequena", declarou.

    Ao explicar seu ponto de vista, o especialista russo destacou que "para a maioria, o acordo de paz, de fato, é o mesmo que estabelecer as relações diplomáticas". Ou seja, a Coreia do Norte "deixará de ser um país hostil, em relação a qualquer método" de pressão e receberá o estatuto de ator internacional legal.

    Entretanto, Asmolov sublinhou que um número significativo de especialistas estadunidenses e representantes das autoridades não permitirá que isso aconteça.

    Não obstante, não está muito claro qual poderia ser o diálogo entre os líderes. Segundo opinam especialista, as possíveis ações de Pyongyang podem ser preditas, sendo que já expressou prontidão para proibir testes nucleares e de mísseis.

    "Isso será realmente fácil para ele, pois a Coreia do Norte já concluiu a criação de suas forças nucleares estratégicas. Isso significa que não precisa mais de testes", afirmou.

    Assim, Pyongyang já possui um míssil com ogiva nuclear, portanto para ele não será complicado declarar a moratória para testes, indica especialista.

    Ao mesmo tempo, para ele uma questão não está clara: "que concessões podem fazer os EUA?".

    Mais:

    China manterá pressão sobre Coreia do Norte, diz Washington
    Presidente chinês elogia disposição dos EUA de dialogar com Coreia do Norte
    Nas relações com Coreia do Norte, norte-americanos seguem 'lógica de cowboys'
    Será que Coreia do Norte concordará em abandonar seu programa nuclear?
    Tags:
    testes de mísseis, programa de mísseis balísticos, acordo de paz, cúpula, negociações, Donald Trump, Kim Jong-un, Coreia do Norte, EUA
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik